Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Organizado em blocos temáticos relativamente independentes, Tarde nos traz a reflexão e os sentimentos do poeta sobre o amor, o envelhecimento, a arte, a própria poesia, a aproximação da morte, a fé, o Além, as bases da nossa civilização, a terra brasileira e o destino da pátria, entre outros temas. O leitor pode percorrer o livro de uma ponta a outra, página após página, ou deixar-se ir ao sabor do acaso, lendo um soneto aqui e outro ali, que o resultado será o mesmo: o maravilhamento perante a grande capacidade artística, e o reencontro com alguns dos sonetos mais celebrados da língua portuguesa. É essa obra que a Ateliê Editorial agora oferece ao público, numa edição cujo texto foi estabelecido e anotado por José de Paula Ramos Jr. e Paulo Franchetti. A apresentação coube a Paulo Franchetti, num estudo que, além de situar o livro no contexto do tempo e da obra de Bilac, busca apresentar ao leitor de hoje, sem preconceitos, um grande poeta e intelectual do passado, ainda vivo como referência iniludível na história da literatura brasileira. Coleção Clássicos Ateliê Apresentação e Notas: Paulo Franchetti Estabelecimento de Texto e Notas: José de Paula Ramos Jr.
Olavo Bilac nasceu em 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro, filho do médico Brás Martins dos Guimarães Bilac, cirurgião do Exército na Guerra do Paraguai (1864-1870). Em 1880, com apenas quinze anos de idade e uma autorização especial, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas acabou desistindo do curso quatro anos depois e iniciando o curso de Direito, em São Paulo, o qual também não concluiu. O escritor, então, passou a trabalhar para vários jornais e revistas como a Gazeta de Notícias. Além disso, foi fundador dos periódicos A Cigarra, O Meio e A Rua. Seu primeiro livro, Poesias, foi publicado em 1888. Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, e no início do século XX, Olavo Bilac era um dos poetas mais famosos do país. Escreveu a letra do Hino à Bandeira, divulgado, pela primeira vez, em 1906. Nos anos seguintes, tornou-se um nacionalista apaixonado e dedicou-se a defender o serviço militar obrigatório, fazendo conferências pelo país. Em 28 de dezembro de 1918, o Príncipe dos Poetas, ocupante da cadeira número 15 da Academia Brasileira de Letras, morreu no Rio de Janeiro.
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