Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Edição Modernizada e SemidiplomáTica
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Um leitor contemporâneo poderia perguntar por que ler A Carta de Pero Vaz de Caminha, um texto manuscrito com mais de quinhentos anos, produzido, na época, não para ser impresso e divulgado, mas sim para informar ao rei de Portugal sobre o achamento de uma nova terra, batizada como Ilha da Vera Cruz e a que hoje chamamos Brasil. Nós responderíamos a esse leitor que, entre as muitas razões que temos hoje para ler a Carta, está o fato de ela ser o primeiro registro em português lavrado em terras que seriam, futuramente, brasileiras. Mas há mais. A descrição que Pero Vaz de Caminha faz da terra, dos habitantes, da fauna e da flora locais reporta-nos nitidamente ao tempo e ao lugar da narrativa. Percorremos o texto com prazer e interesse, o que poderia surpreender, por tratar-se de um documento oficial. Além disso, uma leitura atenta da Carta revela-nos uma obra fundamental para a compreensão dos costumes e da língua escrita na época da chegada dos portugueses a uma terra que desconheciam. Esta edição, em especial, apresenta duas versões da Carta, uma modernizada e outra semidiplomática. A versão modernizada permite conhecer o texto sem as dificuldades linguísticas do português da época, seja por atualizar a forma, seja por recorrer a notas explicativas. A versão semidiplomática permite ler, em tipo impresso, uma transcrição que reproduz muito de perto as características gráficas e linguísticas do manuscrito. [Silvio Toledo de Almeida Neto] Coleção Clássicos Ateliê Introdução, Notas e Estabelecimento de Texto: Marcelo Módolo e Maria de Fátima Nunes Madeira Coordenação: José de Paula Ramos Jr.
Pero Vaz de Caminha nasceu por volta de 1450 no Porto, Portugal, filho de cavaleiro do Duque de Bragança. Foi mestre da balança da Casa da Moeda, ocupando o cargo de escrivão e tesoureiro. Além de escrivão, foi vereador da cidade do Porto, em 1497. Casou--se com Dona Catarina e com ela teve uma filha: Isabel de Caminha. Em março de 1500, acompanhou a frota de Pedro Álvares Cabral como escrivão-mor. Quando chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, ele escreveu um documento relatando para o Rei Dom Manuel I as impressões das terras encontradas. Esse relato ficou conhecido como A Carta de Pero Vaz de Caminha. Ao deixarem o Brasil, seguem rumo às Índias, onde morre numa batalha nas feitorias portuguesas que já estavam instaladas na Índia. Faleceu aos cinquenta anos, em Calicute, em 15 de dezembro de 1500.
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