Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
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A coleção Clássicos Ateliê oferece ao leitor a 3ª edição de A Nebulosa, poema narrativo de Joaquim Manuel de Macedo, após quase 150 anos fora de circulação. Grande sucesso editorial nas duas edições lançadas em vida do autor, no século XIX, A Nebulosa narra a trágica história de um amor impossível, configurada no âmbito da corrente da poesia romântica noturna e melancólica a que Álvares de Azevedo também se dedicou. Para Antonio Candido, A Nebulosa vem a ser “talvez o melhor poema-romance do romantismo [brasileiro]”. O texto desta edição, estabelecido rigorosamente com base no da segunda (1878?), em cotejo com o da primeira (1857), é introduzido por um precioso estudo crítico de Ângela Maria Gonçalves da Costa, doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp, que dá minuciosa notícia da recepção crítica do poema e analisa seus principais aspectos de forma e conteúdo, no contexto da poética cultural do ultrarromantismo, em que se insere A Nebulosa. O volume conta com ilustrações do artista plástico Kaio Romero.
Joaquim Manuel de Macedo nasceu em Itaboraí (RJ) em 1820. Em 1844 formou-se em Medicina e, no mesmo ano, estreou na literatura com A Moreninha, que viria a ser seu romance mais conhecido, dando-lhe fama e fortuna imediatas. Além de médico, Macedo foi jornalista, professor e sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849 fundou, com Gonçalves Dias e Manuel de Araújo Porto Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A Nebulosa, considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Sua obra é extensa e fez grande sucesso na época, cujo sentimentalismo agradava ao gosto popular. Sua grande importância literária está no fato de ser considerado um dos fundadores do romance no Brasil e, certamente, um dos principais responsáveis pela criação do teatro no Brasil. A Moreninha foi considerada a primeira obra da Literatura Brasileira a alcançar êxito de público e é um dos marcos do Romantismo no Brasil.
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