Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Este estudo se concentra nas alegorias sacramentais produzidas pelo jesuíta português Antonio Vieira (1608-1697). Maior pregador do seu tempo, ele as aplica, sob a forma do modelo eucarístico, à máquina da natureza, ao discurso da história, à Igreja universal, à Companhia de Jesus, à monarquia nacional cristã e ao próprio Rei Encoberto português. Em conjunto, tais empregos montam um magnífico teatro discursivo, extensivo a tudo que há ou ocorre – desde os fatos das Escrituras e das vidas dos santos, profetas e patriarcas da Igreja até os signos da história de Portugal; da hierarquia das leis universais àquela das ordens políticas, em que o Rei é cabeça e síntese do corpo místico do Estado – que demonstra ostensivamente a presença divina infinita nos limites e ocasiões da cena terrena finita.Alcir Pécora é professor livre-docente de literatura na Unicamp, onde leciona desde 1977. Autor de estudos a propósito de literatura colonial brasileira, e, em particular, do sermonário do Padre Vieira. Crítico e colaborador de jornais e periódicos científicos. Entre suas publicações, destacam-se: Teatro do Sacramento (Edusp/Editora da Unicamp, 1994; 2ª. Edição 2008); Máquina de gêneros (Edusp, 2001); As excelências do governador (Cia das Letras, 2001); Rudimentos da vida coletiva (Ateliê, 2003). Organizou dois volumes de Sermões (Hedra, 2000/2001), além das antologias A arte de morrer (Nova Alexandria, 1994) e Escritos históricos e políticos (Martins Fontes, 1995), todos a propósito da obra de Vieira. Foi curador da edição de vários lançamentos da Editora Martins Fontes a respeito de autores italianos dos séculos XVI e XVII: Galateo, de Giovanni Della Casa; A dissimulação honesta, de Torquato Accetto e Da infinidade do amor. Organizou a antologia A arte de conversar, que reúne escritos franceses seiscentistas. É organizador da edição das obras completas de Hilda Hilst e Roberto Piva pela Editora Globo. \r\n
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