Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Publicada em 1856, um ano após os Contos de Sebastópol, que selaram a entrada triunfal de Lev Tolstói (1828-1910) no cenário das letras russas, com suas descrições vivas e diretas dos conflitos bélicos na Crimeia, Dois hussardos, ao contrário do que se poderia esperar, é uma novela com ritmos matizados, de uma sutileza desconcertante, que revela o escritor na plena posse de seus talentos. Nela, a guerra é um pano de fundo longínquo, pois o que realmente interessa ao futuro autor de Guerra e paz, como diz Italo Calvino em concisa e brilhante análise incluída neste volume, é “a substância mesma de que se compõem as existências humanas”. Em Dois hussardos, num intervalo de vinte anos, pai e filho, ambos militares, detêm-se por uma noite na mesma cidade de província. O modo como interagem com seus habitantes, as seduções e as trapaças em que se envolvem, refletem muito mais do que o quadro mental de dois indivíduos: são índices das transformações profundas pelas quais passava a Rússia no século XIX. Neste que Calvino considera um dos mais belos e característicos contos de Tolstói, é possível enxergar de maneira privilegiada o modo de trabalhar do autor, no qual a aparente simplicidade narrativa oculta sempre uma profunda e complexa relação com a História.
Lucas Simone nasceu em São Paulo, em 1983. É formado em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2011), com doutorado em Letras pelo Programa de Literatura e Cultura Russa da FFLCH-USP (2019). Publicou, entre outras, as seguintes traduções: Pequeno-burgueses (Hedra, 2010) e A velha Izerguil e outros contos (Hedra, 2010), de Maksim Górki; A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes (Editora 34, 2012) e Memórias do subsolo (Hedra, 2013), de Fiódor Dostoiévski; O artista da pá, de Varlam Chalámov (Editora 34, 2016); O fim do homem soviético, de Svetlana Aleksiévitch (Companhia das Letras, 2016); Diário de Kóstia Riábtsev, de Nikolai Ognióv (Editora 34, 2017); O ano nu, de Boris Pilniák (Editora 34, 2017); e A morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstói (Antofágica, 2020).
Outros livros da mesma coleção
Outros livros de Lev TolstóI
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
O gênero policial é o mais democrático da literatura: faz leitores de quem nunca leu e vicia quem já leu. Uma seleção dos thrillers, policiais e suspenses mais viciantes, do clássico ao contemporâneo.
Criatividade não é dom, é prática. Os melhores livros sobre o tema desmontam o mito do gênio solitário e mostram como qualquer pessoa pode desenvolver e nutrir sua capacidade criativa.
Para escolas, universidades, autores e editoras