Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Publicado em 1850 e até agora inédito no Brasil, o Diário de um homem supérfluo, de Ivan Turguêniev (1818-1883), ocupa um lugar de destaque na história da literatura. É nele que pela primeira vez o termo “homem supérfluo” foi usado para designar um dos tipos mais característicos da grande prosa russa do século XIX, o aristocrata que cresceu sob o regime repressivo do tsar Nicolau I e é incapaz de agir para mudar seu destino. Nesta novela, que tem a forma de um diário íntimo, um jovem à beira da morte reflete sobre a sua infeliz paixão por Liza, filha de um proprietário de terras na província, e sobre seu sentimento de desajuste com a vida, traçando com suas confissões um painel extremamente vívido da sociedade russa da época.
Samuel Junqueira nasceu em São Caetano do Sul (SP), em 1979. Formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo, com bacharelado em Português e Russo. Na mesma universidade, cursou mestrado na área de Literatura e Cultura Russa, sob orientação de Fátima Bianchi. Em sua pesquisa de Iniciação Científica traduziu e comentou o conto "Relíquia viva", de Ivan Turguêniev, e na pós-graduação voltou a se dedicar ao mesmo escritor, analisando a novela Diário de um homem supérfluo. Atualmente é professor de português nas redes pública e particular de ensino.
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