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Literatura Estrangeira

Zoo, ou Cartas Não de Amor

1ª Edição - 2025Editora 34pt
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Sinopse

Exilado em Berlim nos anos 1920 junto com muitos outros artistas e escritores russos, Viktor Chklóvski, um dos principais teóricos do Formalismo Russo, apaixonou-se pela jovem escritora Elsa Triolet e passou a lhe enviar cartas diariamente. Ela aceitou as cartas, impondo uma única condição: que elas não falassem de amor. Zoo, ou Cartas não de amor é o genial romance epistolar resultante dessa correspondência. Mas é também muito mais que isso. Num verdadeiro surto criativo, Chklóvski recorre aos mais variados assuntos para lidar com a proibição: a vida no exílio, a guerra, as diferenças entre Moscou e Berlim, a transformação da vida pelas máquinas, retratos de figuras como Khliébnikov, Chagall e Pasternak. Recorre também a diversos gêneros literários: prosa poética, ensaio, fábula, memória... Não obstante essa miríade de temas e formas, a paixão reprimida se insinua a todo momento por entre as linhas desta prosa ágil, divertida e emocionada. Inédito no Brasil, Zoo guarda estreita semelhança com o poema Sobre isto , de Maiakóvski: os dois livros falam de amores não correspondidos, os autores eram amigos, as duas “musas” eram irmãs e as obras foram publicadas no mesmo ano, 1923. Esta criteriosa tradução de Vadim Nikitin se baseia na última edição revista pelo autor, de 1966, e inclui uma introdução do crítico e tradutor Richard Sheldon e um perfil biográfico de Elsa Triolet.

Sobre Viktor

Viktor Chklóvski nasceu em 1893 em São Petersburgo. Em 1912, ingressou na Faculdade de História e Filologia, mas não a concluiu; com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, juntou-se ao exército como voluntário e logo passou a servir como instrutor na divisão de carros blindados. Foi nesse período que formou a OPOIAZ (Sociedade para o Estudo da Linguagem Poética), grupo pioneiro na análise formal da literatura, e publicou textos seminais como “A arte como procedimento”. Teve participação ativa na Revolução de Fevereiro e no recém-criado soviete de Petrogrado. Após a Revolução de Outubro, teve envolvimento na conspiração antibolchevique encabeçada pelos SR e, com a descoberta do plano, refugiou-se em Sarátov, onde dedicou-se aos artigos e ensaios que comporiam seu livro Sobre a teoria da prosa (publicado em 1925). Em 1919, ao voltar à capital, casa-se com Vassilissa Kordi, com quem teve dois filhos. Nessa época, lecionou no Instituto de História da Arte, em Petrogrado, e nos estúdios do projeto Literatura Mundial, onde ajudou a formar o grupo de jovens escritores Irmãos Serapião, além de compilar suas reminiscências sobre a guerra e as revoluções que integrariam o livro Viagem sentimental (1923), o primeiro de seus três livros de memórias (os outros são Zoo, ou Cartas não de amor, de 1923, dedicado a Elsa Triolet, e Terceira fábrica, de 1926). Ao longo dos anos 1920, após um breve exílio em Berlim, Chklóvski se envolveu nos círculos futuristas e tornou-se um dos líderes do grupo que editava o periódico LEF (Front de Esquerda da Arte). Em 1930, após as perseguições que fizeram cair em desgraça escritores como Pilniák e Zamiátin, publica o artigo “A respeito de um erro científico”, em que se volta contra seu passado formalista. Segue então publicando teoria e crítica literária, mas com maior enfoque biográfico e memorialista, como em Sobre Maiakóvski (1940) e Lev Tolstói (1963). Trabalhou também como montador de filmes e roteirista para o Comitê Estatal de Cinematografia (GOSKINO), deixando um grande volume de escritos sobre cinema. Em 1956 casa-se com Serafima Siuk, que era então sua datilógrafa, e com quem viveu até os últimos anos de vida. Chklóvski escreveu e publicou até o fim de seus dias, muitas vezes revisitando textos de juventude, como a versão de 1983 de Sobre a teoria da prosa. Em 1984 morreu em Moscou, de causas naturais, aos 91 anos de idade.

Detalhes do livro

Título
Zoo, ou Cartas Não de Amor
Autor
Viktor Chklovski
Editora
Editora 34
Ano
2026
Idioma
PT
ISBN-13
9786555252507
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Brochura

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