Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Seguido de Fragmentos
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É em 1996 que Paul Ricoeur, então com 83 anos, faz a pergunta: "Que posso dizer da minha morte?" Como "fazer o luto de um querer-existir depois da morte?" Essa longa reflexão sobre o morrer, sobre o moribundo e sua relação com a morte, e também sobre o pós-vida (a ressurreição), passa por duas mediações: textos de sobreviventes dos campos de deportação (Semprún, Levi) e um confronto com um livro do grande exegeta Xavier Léon-Dufour sobre a ressurreição. A segunda parte do livro é composta por textos escritos em 2004 e 2005, que o próprio filósofo chamou de "fragmentos" (sobre o "tempo da obra" e o "tempo da vida", sobre o acaso de ter nascido cristão, sobre a imputação de ser um filósofo cristão, sobre a controvérsia, sobre Derrida, sobre o Pai Nosso...). Textos curtos, redigidos às vezes com a mão trêmula, quando já estava muito cansado. O último, da Páscoa de 2005, foi escrito um mês antes da sua morte.
Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.
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