Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
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Na linguagem corrente, e mesmo num nível de reflexão mais elevado, não há, não pode haver pontes entre a prática individual do amor ao próximo e a prática coletiva da justiça que estabelece a igualdade e a equidade. Quer se privilegie uma ou outra, a ênfase é dada sempre à desproporção entre amor e justiça. Toda a reflexão de Paul Ricoeur tende a demonstrar a proporção, os laços, a dialética profunda, a tensão viva e fecunda entre amor e justiça que se revela no momento da ação, que tanto um como a outra reivindicam. Ambos são colhidos numa economia da doação que extravasa por toda parte a ética de que pretendem ser protagonistas e pela qual se sentem responsáveis. Uma lógica da superabundância sempre vem desafiar uma lógica da equivalência, sem nunca torná-la menos necessária.
Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.
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