Como ler mais rápido sem perder a compreensão do texto
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Esta obra reúne três volumes. Volume 1 -A tese fundamental, fundadora do empreendimento, é forte: é a narrativa que torna acessível a experiência humana do tempo, o tempo só se torna humano através da narrativa. À força dessa tese correspondem as forças mobilizadas ao longo da obra para seu exame e sustentação: o porte dos autores trazidos ao debate, o rigor na apresentação e exame de suas contribuições, o trabalho de pensamento realizado com cada um deles e com a articulação entre eles, a sustentação da perspectiva do todo no horizonte de cada análise particular, a travessia de diferentes áreas do saber sem deixar de reconhecer o território de cada uma e sem perder de vista o norte orientador, sem sair da trilha, ou melhor, aceitando os desvios, mas para melhor compreender e aproveitar do território percorrido no esclarecimento da questão proposta. (Da Introdução à edição brasileira, por Hélio Salles Gentil). Volume 2 -A configuração do tempo na narrativa de ficção: a questão filosófica que o trabalho de composição narrativa coloca é a das relações e das tensões entre o tempo da narrativa e o da vida e da ação efetiva. Várias disciplinas são convocadas no tribunal desse grande debate, principalmente a fenomenologia do tempo, a historiografia e a teoria da narrativa de ficção. Tempo e narrativa 2 é consagrado a pôr a prova a teoria da narratividade exposta na primeira parte de Tempo e Narrativa, não mais no âmbito da narrativa histórica, mas, dessa vez, no âmbito da narrativa de ficção. Volume 3 - A questão filosófica que o trabalho de composição narrativa coloca é a das relações e das tensões entre o tempo da narrativa e o da vida e da ação efetiva. Várias disciplinas são convocadas no tribunal desse grande debate entre tempo e narrativa, principalmente a fenomenologia do tempo, a historiografia e a teoria da narrativa de ficção.
Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.
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