Os melhores livros de terror para quem quer perder o sono
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A Justiça Como Regra Moral e Como Instituição
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Nos últimos anos, Paul Ricoeur foi levado a pensar que o âmbito jurídico — apreendido com afeição do judiciário e suas leis escritas, seus tribunais, seus juízes e a pronúncia da sentença em que se profere o direito — oferece ao filósofo a oportunidade de refletir sobre a especificidade do direito em sua posição peculiar, a meio caminho entre a moral e a política. Para dar um tom dramático à oposição que faz entre uma filosofia política na qual a questão do direito é ocultada pela obsessão da presença incoercível do mal na história e uma filosofia na qual o direito fosse reconhecido em sua especificidade não violenta, o autor se propõe a dizer que a guerra é o tema lancinante da filosofia política, e a paz, o da filosofia do direito.
Paul Ricoeur nasceu em Valence, França, em 1913. Catedrático em filosofia e doutor em Letras, tornou-se professor em 1933. Foi prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), antes de se tornar professor na Faculdade de Estrasburgo e dar aulas na Sorbonne. Foi membro do comitê de redação da revista Esprit e decano da Faculdade de Letras da Universidade de Nanterre; dirigiu a Revue de Métaphysique et Morale. Nos Estados Unidos, lecionou na Universidade de Chicago. Morreu em Châtenay-Malabry, região de Paris, em maio de 2005.
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