Como ler mais livros: 10 hábitos dos leitores que devoram 50 livros por ano
Ler 50 livros por ano parece impossível? Não para quem adotou os hábitos certos. Descubra as estratégias usadas por leitores vorazes para encaixar mais leitura no dia a dia.
Vida Dupla na Cidade Luz
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Fernando Dourado Filho, o consagrado autor de "O Halo Âmbar" (AzuCo 2023) e de "O boiadeiro que tentou devolver o Brasil" a Portugal (AzuCo 2022) passou o primeiro ano da pandemia em Paris. Nas longas digressões pelas redes sociais que fazia sobre a França em pleno lockdown , uma história maluca veio à baila, no bojo da narrativa negacionista que custou tantas vidas em nosso país. Como no Brasil corria o chiste insidioso de que um dos perigos da vacina contra covid era o de transformar as pessoas em jacarés, ele aproveitou o mote e criou um casal de répteis que vive um lindo enlevo amoroso às margens do Sena. Conforme vai se revelar mais adiante, Toni era um brasileiro com comorbidades e a italiana Pietra, idem. Como o amor é eterno enquanto dura, não faltarão aventuras do casal nas águas então cristalinas do Sena. E o que vai acontecer quando passar o efeito da injeção? Num rasgo de originalidade e ousadia, Fernando desdobrou esse romance naif em 7 curtos capítulos. Para além da história, a segunda parte traz pequenas crônicas do dia-a-dia do autor no Vème Arrondissement. O corolário desse precioso livrinho são as ilustrações do cartunista Ricardo da Cunha Melo, o mesmo artista de "A maravilhosa bicharada da Vila dos Gauleses", de Samuel Szwarc (AzuCo, 2024). Imperdível para quem ama Paris e pungente como tudo o que diz respeito ao período mais agudo da pandemia na Europa, "Um jacaré em Paris - Vida dupla na Cidade Luz" é um primor a ser guardado com carinho. Vai encantar leitores de todas as idades.
Fernando Dourado Filho (Garanhuns, PE - 1958) trouxe da adolescência no Recife o gosto pelas viagens. Nada o encantava tanto quanto acompanhar o movimento diário do porto. Daí vieram temporadas na Alemanha, França e Inglaterra até que a vida profissional o levou a todos os continentes. Morador de São Paulo há mais de 40 anos, considera que não verá mais o mundo que ajudou a construir. "Minha vida foi fazer do encontro uma arte. Sempre gostei de explorar lugares remotos, de atravessar fronteiras secas. Depois de 2020, a criação literária se tornou uma razão de viver. Fiquei um ano em Paris, lutando para manter o melhor da memória. Nunca a vida foi tão frágil." Este livro é uma resposta à vida quando o mundo pensava na morte.
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