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Biografias

A Luz Mutante da Meia-Estação

1ª Edição - 2025Azuco Editorapt
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Sinopse

"A Luz Mutante da Meia-Estação" é uma imersão nas divagações em primeira pessoa do narrador. São recortes memorialísticos que começam no dia em que o autor celebra seus 66 anos: "Regalei-me, solitário, com uma chuleta colossal numa calçada de esquina da rua da Consolação." Vivendo uma espécie de inferno astral na nova idade, ele viaja com uma amiga para a Europa. Na Península Ibérica, entre compromissos literários na Póvoa de Varzim e em Madrid, ele vê se acumularem no horizonte os dias de turbulência que o marcarão na volta ao Brasil. A primavera lhe traz sensações que o acompanharão pelo resto da vida - quanto quer que ela venha a durar. No ano seguinte, em pleno outono alemão, o autor retoma o fio narrativo da meia-estação passada. Entre as folhas mortas de Szczecin, na Polônia, e as margens do Reno, perto de Frankfurt, ele revive os momentos que passou ali mesmo com Sara, a amiga de uma vida, recém-falecida. No metrô de Paris, dias mais tarde, sente uma fragilidade que nunca experimentara na estação Montparnasse. O que estaria acontecendo? Depois dos consagrados "Qualquer Sensação Súbita" (AzuCo, 2023); "O Halo Âmbar" (AzuCo, 2024) e "A Viagem Imóvel" (AzuCo, 2025), o autor reaparece com outra surpresa. Em "A Luz Mutante da Meia-Estação", o que se vê é um escritor plural que tem um compromisso visceral com a escrita. Neste seu último livro, há poesia, humor, reflexão e, sobretudo, uma linguagem bem cuidada que leva o leitor a momentos de reencontro consigo próprio e do mais puro prazer. "Dias mais tarde, deixamos o carro em Poznan e tomamos o trem para Berlim. No estacionamento, chassidim às centenas se acomodavam dentro das vans, ajeitando com cuidado caixas de chapéus no porta-malas e nitidamente felizes por estarem ali a caminho de algum evento. (...) No trem para Berlim, mal passamos a fronteira, sua voz soou pausada. ´"A Polônia agora ficou para trás. Os meus filhos já a conhecem. Se voltar um dia, vai ser com uma netinha e olhe lá. Valeu ter vindo, mas vou precisar de tempo para processar tudo isso. "Então eu abri o computador e logo você ressonava, como se tivesse cumprido uma missão para a qual vinha se preparando há tempo." Este livro, amigo leitor, é puro deleite.

Sobre Fernando

Fernando Dourado Filho (Garanhuns, PE, 1958) é considerado um dos mais prolíficos autores brasileiros da atualidade. Romancista, cronista, tradutor, autor de contos, roteiros e adaptações dramatúrgicas, o mundo literário começou a se configurar como seu universo de trabalho no último terço da vida. Até então, embora escrevesse para jornais e revistas, teve uma vida internacional rica e diversificada, que certamente renderam ao autor um repertório de fôlego para exercer seu ofício. Viajante inveterado e poliglota, a todos que condenam por ter descoberto a literatura "muito tarde", consola-se com o fato de que a vida anterior foi fundamental para que adquirisse sentimento de mundo. "A Luz Mutante da Meia-Estação" soma-se a uma obra que vem ganhando diapasão. Ademais dos consagrados "O Halo Âmbar" e "A Viagem Imóvel", tem uma predileção especial por "O Boiadeiro que Tentou Devolver o Brasil a Portugal" e "Um Jacaré em Paris", todos publicados pela editora AzuCo.

Detalhes do livro

Título
A Luz Mutante da Meia-Estação
Autor
Fernando Dourado Filho
Editora
Azuco Editora
Ano
2026
Idioma
PT
ISBN-13
9786585057363
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Brochura

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