Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
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Publicado por José de Alencar em 1875, Senhora tem seu enredo construído a partir de um motivo aparentemente muito comum, a oposição entre casamento por amor e casamento por dinheiro, mas com esses elementos o autor criou uma das personagens femininas mais interessantes da literatura da época, causando polêmica quando foi lançado, a ponto de o crítico Joaquim Nabuco afirmar que “no futuro quem quiser avaliar a sociedade fluminense pelos romances do Sr. de Alencar, suporia que vivíamos todos em um grande hospício de alienados”. Essa capacidade de incomodar, que se percebia há 150 anos, e até hoje mantém vivo o interesse pelo romance é o olhar implacável do autor sobre a sociedade do Rio de Janeiro do século XIX. Nessa edição, o estudo introdutório do Prof. Jefferson Cano, que também fez a apresentação e notas do romance Inocência na Coleção Clássicos Ateliê, oferece uma interpretação do romance e as notas explicativas tornam mais acessível ao leitor atual esse clássico da literatura brasileira. Apresentação: Jefferson Cano Estabelecimento de Texto e Notas: Jefferson Cano e José de Paula Ramos Jr. Coleção Clássicos Ateliê
José Martiniano de Alencar (1829-1877) nasceu no Ceará. Foi escritor e político brasileiro. É célebre escritor, sendo fundador do romance de temática nacional, por sua tenaz defesa da escravidão no Brasil e por ter sido Ministro da Justiça do Brasil. Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e no Diário do Rio de Janeiro. Em 1846, iniciou seu curso de Direito em São Paulo. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Em 1854 estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publicou o primeiro romance, Cinco Minutos. É com O Guarani, em 1857 que alcançou notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Produziu romances com temática indigenista, urbanos, regionalistas e históricos, além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo. A Ateliê Editorial publicou O Guarani, Til e Iracema.
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