Literatura africana contemporânea: vozes que o mundo precisa ouvir
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Ao considerarmos a história editorial de O Seminarista, constatamos que o problema da busca do texto genuíno não decorre da inexistência do original, mas sim da sua modificação em publicações póstumas. Sucessivas edições alteradas por terceiros criaram diferentes versões do texto, sobre as quais o leitor não dispõe de informações que lhe permitam classificá-las como mais próximas ou mais distantes do texto autoral. Esta edição vem sanar o problema, na medida em que esclarece a questão e recupera a obra em seu estado original. A partir de uma pesquisa fundamentada na crítica textual e na bibliografia material, o texto genuíno de O Seminarista novamente aflora à superfície das diversas camadas editoriais que constituem a sua história e apresenta-se estabelecido a partir de critérios claros e consistentes. Recomendamos a leitura deste volume da coleção Clássicos Ateliê a todo leitor interessado em conhecer O Seminarista de Bernardo Guimarães com base em uma edição filologicamente confiável. [Sílvio de Almeida Toledo Neto] Coleção Clássicos Ateliê Apresentação: Luana Batista de Souza Estabelecimento de Texto e Notas: Luana Batista de Souza e José de Paula Ramos Jr.
Bernardo Guimarães, magistrado, jornalista, professor, romancista e poeta, nasceu em Ouro Preto, MG, em 15 de agosto de 1825, e faleceu na mesma cidade, em 10 de março de 1884. Matriculou-se, em 1947, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se tornou amigo íntimo e inseparável de Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais chegou a projetar a publicação de uma obra que se chamaria Três Liras. Fundaram os três, com outros estudantes, a Sociedade Epicureia, a que se atribuíram “coisas fantásticas”, que ganharam fama no meio paulistano. Em 1875 publicou o romance que melhor o situaria na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas obras: A Escrava Isaura. Na ficção, distinguem-se: O Ermitão de Muquém (escrito em 1858 e publicado em 69); Lendas e Romances (1871); O Seminarista e Histórias e Tradições de Minas Gerais (1872); O Índio Afonso (1873); Maurício (1877); Rosaura, a Enjeitada (1883). Publicou mais duas coletâneas de versos: Novas Poesias (1876) e Folhas de Outono (1883).
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