Por que reler um livro é sempre uma experiência diferente
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Uma AnáLise dos Discursos sobre a Paz de Erasmo
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Erasmo de Roterdã (1466-1536) foi um dos autores que mais escreveu no período que se sucedeu à invenção da imprensa (c. 1439). Nas palavras de Trevor-Roper, “A época de Erasmo foi essa idade de ouro que se situou entre a descoberta europeia da imprensa e a descoberta de seu antídoto, o Index Librorum Prohibitorum”. No entanto, apesar dessa prolixidade, pouco se conhece da amplitude de sua obra: Erasmo foi, por exemplo, editor, tradutor, autor de escritos diversos, entre comentários às Escrituras, colóquios, sátiras e discursos, além de manter uma vastíssima correspondência. Neste livro, são examinados alguns de seus textos relativos à paz, sendo o mais importante deles o Querela pacis, aqui traduzido por Lamento da paz. A importância da análise de seus discursos sobre a paz é mostrar que, a despeito de seu caráter idealista e, por vezes, ingênuo, há muito a se aproveitar da obra de Erasmo no que diz respeito às reflexões contemporâneas sobre a paz: o custo das guerras, a quem elas interessam, quem são os mais prejudicados e os motivos da guerra, entre outras considerações.
é doutor em Filosofia pela USP (2000), e realizou pós-doutorado na UNICAMP e na UFMG (2018-2019). É professor associado II da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), na qual atua como professor do Departamento de Filosofia e Métodos, vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e diretor-geral da Editora da UFSJ. É tradutor profissional, com dezenas de livros publicados, membro do GT Filosofia e Direito da ANPOF e da Sociedade Platônica Internacional. Coordena o Grupo de Estudos sobre Guerra e Paz (GEGEPA), na UFSJ.
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