Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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As três peças reunidas nesta edição estão entre as mais representativas do teatro ibérico medieval. Apesar da diversidade de temas e estilos, todas elas se caracterizam pelo rigor poético e pela visão crítica em relação à sociedade da época. Essas obras contêm também humor refinado e aguda ironia, traços singulares de Gil Vicente. Segismundo Spina, professor emérito da USP, sintetiza no prefácio o que os críticos literários produziram nas últimas décadas sobre as obras do escritor português. Prefácio e Notas Segismundo Spina (USP)
Gil Vicente (c. 1465- c. 1536) foi ourives, autor da Custódia de Belém, e o primeiro grande dramaturgo português. É considerado o pai do teatro português. A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita. A Ateliê Editorial publicou as obras vicentinas Auto da Barca do Inferno, com comentários e notas do Prof. Ivan Teixeira; Gil Vicente, com comentários e notas do Prof. Segismundo Spina, apresentando três peças: Farsa de Inês Pereira, Auto da Barca do Inferno e O Velho da Horta; e Farsa de Inês Pereira, com apresentação e notas dos Profs. Izete Fragata e Carlos Minchillo.
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