Como ler clássicos da literatura sem sofrer
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Literatura, Excesso, Erotismo
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Com os olhos voltados para a literatura brasileira de fins do século XIX até os nossos dias, Eliane Robert Moraes reúne neste volume os ensaios que marcam sua notável trajetória de crítica literária. Machado de Assis, Hilda Hilst, Nelson Rodrigues, Roberto Piva e Reinaldo Moraes são alguns dos nomes aos quais a ensaísta dedica sua reflexão, inspirada pelas concepções de Georges Bataille em torno da falta e dos excessos. Desse percurso tão original quanto rigoroso resulta uma contribuição definitiva para o reconhecimento do lugar do erotismo no cânone literário brasileiro. “É este o tipo de obra de que necessitamos, mais do que nunca — aquele que nos convida a lidar com o caráter imaginativo da literatura em seus extremos mais gozosos e horripilantes”, escreve Amara Moira na orelha do volume. A parte maldita brasileira dá início à Coleção Ensaio Aberto, sob coordenação de Tatiana Salem Levy e Pedro Duarte. É resultado de uma parceria originada no âmbito do Programa de Internacionalização da Capes (Capes-Print) entre a Universidade NOVA de Lisboa e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Os livros são publicados pela Tinta-da-china, em Lisboa, e pela Tinta-da-China Brasil, em São Paulo. Apoio: Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT - Portugal)
Eliane Robert Moraes é professora de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Assina diversos ensaios sobre o imaginário erótico nas artes e na literatura e a tradução da História do olho, de Georges Bataille. Publicou pela editora Iluminuras os títulos Sade — A felicidade libertina (2015), O corpo impossível (2016), Lições de Sade (2011) e Perversos, amantes e outros trágicos (2013). Organizou a Antologia da poesia erótica brasileira (Ateliê, 2015), editada em Portugal (Tinta-da-china, 2017), a Seleta erótica de Mário de Andrade (Ubu, 2022) e, pela Cepe, duas coletâneas de contos eróticos brasileiros: O corpo descoberto (2018) e O corpo desvelado (2022).
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