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Meditação sobre o Fedro de Platão
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Uma inebriante meditação sobre eros na filosofia e na literatura — dos antigos aos modernos, de Safo a Marcel Proust Em sua meditação sobre o diálogo Fedro de Platão, João Constâncio esmiúça com primor a dupla natureza de eros: seria uma doença que nos leva à loucura, à ilusão e ao ciúme, ou uma experiência do divino que nos reconecta com nossa natureza e nos desperta para a interrogação da verdade, isto é, para a filosofia? Como pode uma perturbação existencial e fisiológica ser ao mesmo tempo a chave para a realização da essência humana? Enquanto lança luz sobre as imagens poéticas do texto platônico, relacionando-as a imagens dos poemas de Safo e de outros poetas gregos da antiguidade, Constâncio pensa ecos do Fedro em obras de autores modernos como Nietzsche e Proust, e mostra ainda como a obra de Platão foi interpretada por Hegel, Heidegger e Thomas Mann. Ao ler este diálogo que une filosofia e literatura, fluidez e rigor analítico, nos deleitamos como quem sabe estar diante dos mais belos discursos. “Nesse périplo, o leitor é agraciado com uma linguagem cristalina, de rara elegância, que harmoniza o rigor conceitual e analítico com a fluidez e leveza do discurso.” — Oswaldo Giacoia Junior
João Constâncio é professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), onde se doutorou, em 2005, com uma dissertação sobre imagens e concepções da vida humana em Platão, e onde exerce os cargos de diretor do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA) e coordenador do Doutoramento em Filosofia. É autor do livro "Arte e niilismo: Nietzsche e o enigma do mundo" (Tinta-da-china, 2013), bem como coorganizador de cinco livros sobre Nietzsche — incluindo, com Maria João Mayer Branco e Bartholomew Ryan, "Nietzsche and the Problem of Subjectivity" (Walter de Gruyter, 2015). Tem escrito e lecionado igualmente sobre questões fundamentais da estética, da antropologia filosófica e da filosofia da história nas obras de Platão, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger. Os seus projetos mais recentes incluem a publicação de um opúsculo sobre "As tentações de Sant’Antão", de Hieronymus Bosch ("Sobre o absurdo", Documenta, 2024); a tradução e comentário — com uma introdução escrita em colaboração com Luisa Buarque — da peça "Lisístrata", de Aristófanes (em curso de publicação); e a coorganização, com Simon May, de um volume de ensaios intitulado "Who is Heidegger’s Nietzsche"? (Cambridge University Press, previsto para 2026).
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