Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
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Ensaios de Literatura
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Reconhecido e celebrado por sua obra poética, Leonardo Fróes (1941-2025) foi também um tradutor, ensaísta e resenhista de mão cheia, tendo produzido inúmeros textos sobre arte, natureza e literatura — seus temas prediletos — a partir de vastas e aprofundadas leituras sobre tais assuntos. O fascínio das palavras reúne pela primeira vez os seus principais ensaios de literatura, escritos ao longo de meio século de convívio intenso e apaixonado com os livros. Os 38 textos selecionados provêm de estudos, conferências, ensaios e resenhas publicados em livros e periódicos desde os anos 1970. Com erudição e leveza, Fróes analisa obras de autores que admirava ou que traduziu, comenta traduções alheias, discorre sobre poesia chinesa, arte erótica japonesa, haicais, dissidência e contracultura, propõe leituras nada ortodoxas de movimentos literários como o Romantismo e o Simbolismo, sempre com ênfase no elemento poético, matéria central de sua vida. Cobrindo um arco que vai da Antiguidade Clássica aos dias atuais, do Oriente à Mesoamérica, comparecem aqui alguns dos maiores nomes da literatura universal, como John Milton, Bashô, Lord Byron, Fernando Pessoa, T. S. Eliot, Virginia Woolf, Elizabeth Browning, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, Stendhal, Goethe, Freud, Jung, Tchekhov, entre muitos outros. Obra de interesse para o público acadêmico e para os leitores em geral, estes ensaios ensinam e inspiram, constituindo um refinado guia de leituras apresentado por um dos nossos maiores poetas.
Leonardo Fróes nasceu em 17 de fevereiro de 1941 em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, e se criou na capital. Viveu os anos de aprendizagem em Nova York e na Europa, e em Petrópolis desde o começo da década de 1970. Foi editor, jornalista, enciclopedista. Entre 1971 e 1983 assinou a coluna “Natureza”, no Jornal do Brasil, reproduzida como “Verde” no Jornal da Tarde de São Paulo, tendo sido um dos primeiros a difundir no Brasil a cons-ciência ecológica. Traduziu dezenas de livros do inglês, francês e alemão, de autores como Shelley, Goethe, Swift, Choisy, Faulkner, George Eliot e Malcolm Lowry. Montanhista e naturalista amador, traduziu também livros de especialistas em ciências da natureza, como Tukaní, do ornitólogo Helmut Sick, e Naturalista, do mirmecólogo Edward O. Wilson. Recebeu o prêmio Jabuti de poesia, em 1996, por Argumentos invisíveis, e os prêmios de tradução da Fundação Biblioteca Nacional, em 1998, da Academia Brasileira de Letras, em 2008, e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 2016. Nesse último ano recebeu também o prêmio Alceu Amoroso Lima — Poesia e Liberdade, concedido pelo Centro Alceu Amoroso Lima e pela Universidade Candido Mendes. Teve sua Poesia reunida publicada pela Editora 34 em 2021. Faleceu em Petrópolis, RJ, em 21 de novembro de 2025.
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