Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
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A Construção da Perspectiva de Gênero no Jornalismo
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A reflexão a respeito de um Jornalismo feminista apresentada no livro de Jessica Gustafson é um olhar denso e crítico, ao mesmo tempo sensível, com rigor aos conceitos, métodos e técnicas, que busca primeiramente um mergulho histórico dos Estudos de Gênero, contextualizando o surgimento do movimento feminista nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, situando as diferentes frentes feministas e dando ênfase à perspectiva de crítica à Ciência, tendo o conceito de objetividade corporificada de Donna Haraway um destaque central no trabalho, por estar diretamente relacionado à problematização em torno da objetividade jornalística. (…) O livro Jornalistas e Feministas mostra, em essência, a possibilidade de existência de uma objetividade feminista no jornalismo, a partir das perspectivas de muitas mulheres, sejam elas jornalistas ou fontes de notícias, com diferentes localizações, que nos ensinam a partir de uma experiência transformadora. Por essa razão, caras leitoras e leitores deste livro, o trabalho da Jessica Gustafson é uma importante contribuição para responder à pergunta sobre o porquê de um jornalismo feminista, assim como para mostrar a potência dessa perspectiva que pensa nas questões de gênero e atua para a transformação de uma sociedade que seja mais justa, humana, igualitária e empática e que privilegie o respeito à diversidade humana. Daiane Bertasso “Se a teoria na prática é outra, então há algo errado na teoria.” Com esta constatação, feita há duas décadas, Adelmo Genro Filho nos desafiou a construir uma autêntica Teoria do Jornalismo. Mas, como na mesma época observou Nilson Lage, essa seria uma tarefa para mais de uma geração. A Série Jornalismo a Rigor é uma iniciativa da Editora Insular, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, que vem se somar a este esforço coletivo que já tem história no campo. Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual. Com vocação multidisciplinar, a Série aponta, no entanto, para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural. Procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente. Não deixa, com isso, de agregar as contribuições das áreas vizinhas, mas, como propunha Otto Groth, as situa sempre como “ciências auxiliares” da nova disciplina. Busca também enfrentar os muitos preconceitos contra o Jornalismo, gerados em setores acadêmicos e campos sociais outros, e tantas vezes internalizados de forma acrítica pelas escolas de comunicação. A Série Jornalismo a Rigor entende a Teoria como um percurso que necessariamente se distancia da prática, mas apenas para vê-la de um outro modo. Objetiva voltar a ela para transformá-la, e perde o sentido se ficar no meio do caminho: Paulo Freire advertia que o mero “balé dos conceitos” vira uma atividade supérflua que distrai a vida acadêmica e a afasta da realidade. Como nas Teses sobre Feuerbach, a práxis aqui é vista como fundamento autêntico e finalidade de toda a teoria. A práxis em que está focada a Série é a que ocorre no Jornalismo, produção social de conhecimento diferenciada, estratégica e imprescindível para a sociedade contemporânea. Que, por tudo isso, precisa sempre ser melhor pensada. Eduardo Meditsch – Diretor da Série Jornalismo a Rigor Jessica Gustafson é graduada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), especializada em Gênero e Sexualidade pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CLAM/IMS/UERJ), mestra em Jornalismo e doutoranda em Jornalismo no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
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27 dias
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14 dias
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