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Um Guerra Contra os Povos
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A Segunda Guerra Mundial é um assunto interminável, dado o fato de ter sido o mais mortífero conflito da história que envolveu muitas nações em vários locais do globo, muitas batalhas terrestres, aéreas e navais e, devido à riqueza de acontecimentos, é possível escrever sobre só um personagem, sobre só um local, sobre só uma batalha etc. O mundo ainda sofre as consequências geopolíticas dessa guerra, então, de certa forma, todos aqueles eventos que aconteceram há 80 anos ainda repercutem hoje em dia. O conflito debilitou países e promoveu a ascensão de outros, de modo que deslocou o centro de poder do mundo da Europa centro-ocidental para os Estados Unidos e para a União Soviética, o que gerou a “Guerra Fria” que sucedeu imediatamente à Segunda Guerra. O epicentro do conflito ocorreu na Alemanha e embora ela tenha lutado em outras frentes, foi na frente oriental, na luta contra a União Soviética, que a guerra foi mais mortífera e do ponto de vista histórico mais interessante. No front oriental, a guerra teve características de ser também contra os povos e não somente entre Estados. Do outro lado do mundo, o Japão se moveu em várias direções e dominou vastas extensões de mares e de terras, de forma que aconteceram muitas batalhas navais de grande importância para a história militar e, em terra, envolveu muitos abusos contra a população civil, em especial, na China. O subtítulo “guerra contra os povos” foi escolhido porque a Segunda Guerra também foi voltada contra os povos. Dessa forma, Hitler pretendeu aniquilar boa parte dos eslavos e dos judeus, Stalin promoveu deportações forçadas e massacres contra vários povos, o Japão fez massacres contra chineses e, no fim da guerra e início do pós-guerra, houve perseguição aos alemães em locais como a Tchecoslováquia. Além, é claro da grande quantidade de civis mortos em diversas circunstâncias, de modo que é impossível estudar a Segunda Guerra e não se compadecer do enorme sofrimento que alcançou vários povos.
Marcelo de Almeida Andrade, nascido na cidade de São Paulo, nos idos de 1971, é casado e tem três filhos. Formou-se em direito, pela PUC SP, em 1996, além de ser professor de História, é articulista dos sites Flos Carmeli, Casa de Manolete e Professor Marcelo Andrade. Tem várias incursões no YouTube com aulas de temas diversos, desde a cabala judaica a um leve diálogo sobre tourada, a maioria veiculada pelos canais Flos Carmeli e Marcelo Andrade. Um dos seus maiores temas de interesse é a história das Espanhas, nisso tudo incluindo o Brasil, Portugal e toda a cultura que daí decorre. Como se não bastasse esse acervo, Marcelo ainda é poeta de bancada e de gostar de ouvir uma boa recitação, dessas poesias autênticas dos rincões sertanejos do Brasil. Tem em seu repertório a publicação dos livros: • Televisão – um “fast-food” envenenado para a alma; • A Metafísica da Gastronomia – Santo Tomás de Aquino à mesa; • Motes resolvidos; • História dos Estados Unidos: sem mitos; • Impérios Coloniais; • 1822 – a separação do Brasil; • Segunda Guerra Mundial – uma guerra contra os povos.
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