Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
Não é intuição, é ciência: o hábito de leitura correlaciona com melhor desempenho em matemática, ciências e redação. Veja o que a pesquisa comprova e o que a escola pode fazer.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Ao publicar Rua de mão única , em 1928, Walter Benjamin sinalizou uma guinada em sua carreira, deixando para trás as convenções da vida acadêmica e partindo para uma experimentação intelectual que surge na própria forma do livro, constituído de 60 textos breves inspirados pela vivência na metrópole moderna, onde as normas literárias são substituídas por “imagens do pensamento”. A obra é dedicada a Asja Lacis, a militante de Riga e diretora de teatro por quem Benjamin se apaixonou nos anos 1920 — e que muito o estimulou na época, aproximando-o das vanguardas artísticas alemãs e soviéticas, como assinala Jeanne Marie Gagnebin na introdução ao volume. Completam a edição dois textos de Asja Lacis, que abordam o período em que se conheceram em Nápoles e Capri, um deles redigido com o próprio Benjamin, além de três resenhas de Rua de mão única assinadas por Siegfried Kracauer, Ernst Bloch e Theodor W. Adorno.
Walter Benjamin nasceu em 1892, em Berlim, na Alemanha. Em 1912 inicia seus estudos de filosofia, primeiramente em Freiburg e, mais tarde, em Berlim e Munique. Em 1917 casa-se com Dora Sophie Pollak e, para evitar o serviço militar, muda-se para a Suíça, onde conclui seu doutorado, O conceito de crítica de arte no romantismo alemão (1919), na Universidade de Berna. No ano seguinte retorna à Alemanha, onde sobrevive com dificuldades. Em 1923, obtém apoio financeiro do pai para redigir sua tese de livre-docência, Origem do drama barroco alemão (1925), que será recusada pela Universidade de Frankfurt. Nessa época, seus principais interlocutores são Gershom Scholem e Ernst Bloch. A partir do encontro em Capri com Asja Lacis, assistente teatral de Bertolt Brecht, em 1924, orienta suas leituras na direção do marxismo. No início dos anos 1930, concebe as bases de sua obra mais ambiciosa, que permanecerá inconclusa, O trabalho das passagens. Em 1933, com a perseguição aos judeus, foge da Alemanha, passando a levar uma vida precária e nômade, hospedando-se em pensões de Paris, Ibiza, San Remo ou na casa de amigos, como a de Brecht, exilado em Svendborg, na Dinamarca. Sobrevive escrevendo artigos para Frankfurter Zeitung e Literarische Welt e ensaios para a revista do Institut für Sozialforschung, dirigido por Adorno e Horkheimer. Em 1940, na iminência da invasão de Paris pelas tropas alemãs, Benjamin foge para o sul da França. Na noite de 26 para 27 de setembro, em Port-Bou, na fronteira com a Espanha, suicida-se ingerindo tabletes de morfina.
Outros livros da mesma coleção
Outros livros de Walter Benjamin
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Não é intuição, é ciência: o hábito de leitura correlaciona com melhor desempenho em matemática, ciências e redação. Veja o que a pesquisa comprova e o que a escola pode fazer.
A crise climática é o desafio do século. Estes livros explicam o que está acontecendo, por que importa e o que pode ser feito, com ciência, urgência e esperança.
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
Para escolas, universidades, autores e editoras