Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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O texto mais influente de Walter Benjamin O século XX, um século de catástrofes, legou algumas das mentes mais brilhantes como intérpretes do mundo em que vivemos. Um desses grandes expoentes é Walter Benjamin (1892-1940). No seu mais famoso ensaio, ele analisa como as mudanças operadas pela modernidade com o advento da fotografia e do cinema (e as transformações trazidas pelas respectivas técnicas) mexem com o status da obra de arte, retirando-lhe a “aura”, característica que a torna única, experiência da contemplação “aqui e agora”. Com Benjamin, a arte passa a ser pensada de modo diverso: a reprodução deixa de ser tratada como uma mera cópia e passa a ser pensada como a própria obra. O texto, publicado pela primeira vez em 1936, em francês, na revista do Instituto de Pesquisas Sociais (ponto de convergência de pensadores que daria origem à Escola de Frankfurt), teria ainda outras três versões, todas póstumas. Somente nos anos 80 veio a público a segunda versão, considerada a original, que aqui apresentamos. Com notas e variantes, esta edição oferece, pela primeira vez em língua portuguesa, uma visão global das quatro versões existentes deste que é um dos textos fundamentais para se compreender as mudanças sociais e políticas do século XX, cujos ecos ressoam ainda hoje.
Walter Benjamin nasceu em 15 de julho de 1892 em Berlim, filho de um casal de judeus assimilados. Estudou filosofia, literatura alemã e história da arte entre Freiburg, Berlim, Munique e Berna. Em 1917 casou-se com Dora Pollak, com quem teve o único filho, Stefan. Viveu como escritor e tradutor (de Baudelaire, Proust, Balzac, entre outros) em Berlim e, em 1933, emigrou para a França, após a ascensão dos nazistas ao poder. De sua obra rica e multifacetada se destacam sua tese de doutorado, O conceito de crítica de arte no romantismo alemão (1919), os diversos ensaios como “A tarefa do tradutor” (1923), “Origem do drama barroco alemão” (1928), “História cultural do brinquedo” (1928), “Infância em Berlim por volta de 1900” (1934), a análise do romance Afinidades eletivas, de Goethe (1924), os aforismos de Rua de mão única (1928), as cartas de autores alemães reunidas em Pessoas alemãs (1936) e o projeto das Passagens, monumental ensaio no qual esboçou uma história do século XIX a partir das emblemáticas galerias parisienses, projeto que ficou inacabado quando, em 1940, mesmo tendo obtido um visto para os Estados Unidos, não conseguiu sair da França ocupada. Na iminência de ser capturado e enviado para um campo de extermínio, deu fim à própria vida, em Portbou, na fronteira entre a França e a Espanha.
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