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Cinema e Teatro

Qualquer Semelhança Não é Mera CoincidêNcia: um Olhar para a Escola a Partir do Teatro - Vol. 1

1ª Edição - 2024120 páginasHucitecpt
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Sinopse

Qualquer semelhança não é mera coincidência é um livro sobre a escola. Nele o leitor encontrará, além de uma pesquisa acadêmica sobre o tema, na qual estudantes de teatro representam o ambiente e as relações escolares, memórias da vida escolar escritas por professores, pesquisadores e artistas. Olhar para a escola é um exercício dialógico que nos permite compreender as trilhas e percursos que nos constituem ao longo do tempo. Esse é o propósito do livro que chega, agora, às suas mãos e, quem sabe, ao seu coração. Do primeiro dia de aula, esgueiram-se pela memória a menina deslumbrada, a figura de uma professora séria e bonita e, coladas na retina, as paredes da sala de aula forradas de imagens distribuídas simetricamente, ao alcance da vista, mas não das mãos. E nelas, bichos lindos, coloridos que, pouco a pouco, no correr do ano, fui associando a letras: o rabo do gato era o g, no corpo do sapo insinuava-se o s. E talvez houvesse objetos também, mas não me lembro como o z se desenhava na zabumba... — Beth Brait Apesar de tudo, da certeza de não gozar dos privilégios que a cisgeneridade heterossexual branca garantem, uma existência que escapa às normas foi se desenhando, tomando forma, existindo, resistindo... Ao invés de aversão, desenvolvi pela educação um amor sem medida, alimentado sobretudo pela crença de tornar, se não suave, menos áspero o caminho de muitos/as estudantes, principalmente negros/as e LGBTs. — Megg Rayara Gomes de Oliveira Lembranças. Chuvarada. Calor imenso. Sons de tempestade. Céus profundos e estrelados. Ventanias. Sossego. Paz. Organização. Silêncio. Limpeza. Missas cantadas. Aulas. Muitas aulas. Livros. Muitos livros. Horas de lazer. Mangueiras e jabuticabeiras floridas. Horas de estudo. Saídas aos feriados e férias. Retiros. Solidão. — Sonia Machado de Azevedo Nas páginas que seguem, você irá ler sobre sentidos de escola em um exercício de improvisação teatral. Não à toa, desde o início, pensamos em não se tratar de uma coincidência, nada é por acaso e os sentidos circulam. A escola que os alunos encenam, ao final do ensino fundamental, está cheia de conflitos, de personagens que podemos encontrar em outras escolas. Um mundo de regularidades sobre ser aluno, professor e diretor; sobre como organizar a sala; sobre relacionamentos. Releio os discursos trazidos para a pesquisa tanto como uma peça teatral como dados potenciais de análise. Consigo imaginar as cenas e os personagens dando colorido às palavras por sua entonação expressiva. Tudo isso vai me permitindo compreender o universo que foi escolhido pelos sujeitos para ser representado. Por que tantos conflitos e jogos de autoridade? Por que representações que trazem extremos apresentando alunos que repetem discursos de obediência e outro que coloca, na roda, o papel de autoridade? Você pode pensar que já faz tempo que isso aconteceu e não está equivocado. Mas o tempo cronológico não coincide com o tempo no qual os sentidos são construídos e como eles vão nos atingindo. Que possamos, cada um com sua história e em seu tempo, ler este texto com olhos de quem quer saber mais sobre o que significa escola. — Otilia Lizete de Oliveira Martins Heinig SUMÁRIO 51 3.º Ato – Exercício cênico: a escola 52 3.1. O corpus da pesquisa 55 3.2 Espaço: uma questão de status 60 3.3 Distribuição de papéis: os lugares sociais 61 3.3.1 “Mais respeito, eu sou professor” 69 3.3.2 “Eu sou diretora, eu sou soberana” 73 3.3.3 Bobo: lugar de resistência 78 3.3.4 Gêmeas: a homogeneização do sujeito 87 Epílogo 91 Palavras ao vento – Memórias de escola 93 Escola: imagens nas dobras da memória, Beth Brait 95 Aprendendo o que é racismo, homotransfobia e classismo com minha professora do primeiro ano!, Megg Rayara Gomes de Oliveira 99 Nossa Senhora do Patrocínio, Sonia Machado de Azevedo 103 Faz de conta que eu te conto, Adriana Teles de Souza 107 Sem título, Agnan Siqueira 109 Fragmentos, desabafos e poeiras de memórias escolares de um viadinho, Andrio Robert Lecheta 113 Referências 117 Sobre o autor

Sobre Jean

Pai da Antonia e do Isaac. Professor associado do Departamento de Teoria e Prática de Ensino / Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná / UFPR. É professor do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFPR - Linha de Pesquisa LiCorEs: Linguagem, Corpo e Estética na Educação; Vice-coordenador do PPGE Biênio 2017-2019) e do Programa de Pós-Graduação em Letras / Área: Estudos Linguísticos (PPGL/UFPR - Linha de Pesquisa Linguagens e Práticas Sociais). É, também, professor (regime voluntário) do Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Rio Grande (PPGL/FURG - Linha de Pesquisa Língua(gem), Discurso e Ensino). Doutor em Educação - Universidade Federal do Paraná (PPGE/UFPR), Mestre em Educação - Universidade Regional de Blumenau - PPGE/FURB (Bolsa PROSUP/CAPES), Bacharel e Licenciado em Teatro-Interpretação - FURB. Líder do Laboratório de estudos em educação, linguagem e teatralidades (Labelit/UFPR/CNPq) e da Diálogos - rede internacional de pesquisa, ações colaborativas que reúnem pesquisadores do Brasil, França, Inglaterra, China, Índia, Portugal, Colômbia, Argentina e Equador. Membro pesquisador do GP Linguagem, Identidade e Memória (PUCSP/CNPq) e pesquisador colaborador do Núcleo de Pesquisa da Presença e da Escuta (NPPE/Escola Superior de Artes Célia Helena - SP). Pesquisador estrangeiro do grupo de estudos de Culturas Ocidentais, Africanas e do Oriente (Macao Polytechnic University - China) e dos grupos de pesquisa Observatório Cultural e Arte y Entorno (Universidad Tecnica Particular de Loja - Equador). Coordenador do Acordo de Cooperação Internacional entre a UFPR (Brasil) e a UTPL (Equador). Sócio efetivo da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL - Coordenador do GT Estudos Bakhtinianos - Biênio 2018-2020 e Vice-Coordenador - Biênio 2021-2023), Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) e Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd - Proponente Responsável do GE Corpo e Educação, aprovado na 41 Reunião Nacional em 2023/ Coordenador do GE Corpo e Educação - Biênio 2023-2025 / Coordenador do Eixo Temático Corpo e Educação na ANPEd Sul - Biênio 2023-2025 e Coordenador do Eixo Educação e Arte da Região Sul - Biênio 2016-2018). Presta consultoria científica para a Fundação Araucária - FAPPR e para o CNPq. Autor de Qualquer semelhança não é mera coincidência: um olhar para a escola a partir do teatro (Hucitec, 2023) e Teatro e Universidade: Cena. Pedagogia. [Dialogismo] (Hucitec, 2019). Organizador, com Beth Brait, de Bakhtin e as Artes do Corpo (Hucitec, 2021). Autor, com Sonia Machado de Azevedo, de 4 livros de literatura de não-ficção (Série Oceanos, Hucitec 2022). Autor, com Gláucio Moro, de Naufrágio a dois (Hucitec, 2023). Diretor, na Hucitec Editora, da Coleção desEducar, da Coleção LiCorEs - Linguagem, Corpo, Estética (com Beth Brait) e da Coleção Estações (com Sonia Machado de Azevedo). Na Appris Editora, é diretor científico da Coleção Arte, Corpo e Educação Estética. Tem experiência em Linguagem e Educação, atuando principalmente em projetos sustentados teoricamente pelos estudos de Bakhtin e o Círculo. Pesquisador do CNPq - Produtividade em Pesquisa PQ-1D. (Texto informado pelo autor)

Detalhes do livro

Título
Qualquer Semelhança Não é Mera CoincidêNcia: um Olhar para a Escola a Partir do Teatro - Vol. 1
Autor
Jean Carlos GonçAlves
Editora
Hucitec
Ano
2026
Páginas
120 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788584043927
Edição
1ª Edição - 2024
Formato
Brochura

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