Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
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Analisando de longe, pode parecer que todo mundo quer ser famoso e sempre ser o centro das atenções, mas esse não é o caso para a maioria das pessoas. Especialmente para Augusto, protagonista do livro O Homem que Veio para Resolver, obra inédita do autor Marcos Rey. A história começa quando Augusto, que é filho de um ator famoso, é convidado para assumir o papel principal de uma peça na sua escola. Pressionado pela namorada, pelo diretor do colégio e com medo de decepcionar o pai, acaba aceitando o convite. O problema é que Augusto é um adolescente introvertido. Ao contrário do pai, que adora os palcos e atuar, o protagonista gosta de ler livros e nunca, em hipótese alguma, ser o centro das atenções. Sua filosofia de vida é colocada em risco quando ele assume o papel principal da peça e começa a ficar cada vez mais nervoso, estressado e pressionado. Trabalhando com uma narrativa intensa e que reforça a importância de ter empatia com o próximo, Marcos Rey cria um questionamento: será que realmente somos agentes das nossas próprias escolhas? Ou apenas somos empurrados pelas circunstancias? Além disso, aborda também como é difícil tentar atender a expectativa dos outros. As ilustrações são de Dave Santana.
Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, nasceu em São Paulo, cidade que serviu de cenário para os seus contos e romances, em 1925. Estreou em 1953, com a novela Um Gato no Triângulo. Sete anos depois, publicou o romance Café na Cama, um dos best-sellers dos anos 60. Depois, vieram Entre sem Bater, O Enterro da Cafetina, Memórias de um Gigolô, O Último Mamífero do Martinelli e muitos outros. Autor de uma vasta produção de obras literárias e audiovisuais, Rey assumiu o ofício de escrever o tempo todo, passando a viver de seus textos e criações. Destacou-se pela qualidade de seus contos e romances de realismo urbano, captando e recriando a atmosfera da grande cidade e de seus personagens, incluindo a aristocracia, a classe média e a vida noturna. Marcos Rey escrevia como se estivesse filmando o cotidiano e a realidade da metrópole paulista. Desde a infância, foi um inveterado leitor. Publicou o seu primeiro conto aos 16 anos no jornal Folha da Manhã, já fazendo uso do seu pseudônimo. Habilidoso e versátil, Rey atravessou as décadas de 50 a 90 como cronista, contista e roteirista de rádio, televisão e cinema, além de participações em textos para programas de humor, novelas, minisséries e publicidade. É autor de uma deliciosa coleção de romances de aventura e mistério para jovens leitores, escritos a partir da década de 1980. Entre os títulos que são grandes sucessos de público estão O Mistério do 5 Estrelas, O Diabo no Porta-Malas e Sozinha no Mundo. Além dos livros, a Global disponibiliza diversos conteúdos exclusivos em seu blog: entrevistas, críticas literárias, resenhas, vídeos, notícias e muito mais.
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