Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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José era um menino muito engraçado: ele sempre parecia saber o que ia acontecer em determinado jogo de futebol, ou entender todos os assuntos que estavam nas provas da sua escola. O protagonista de O menino que adivinhava tinha um dom que, na maioria das vezes, se passava por pura sorte. Até ele adivinhar que um artista famoso iria se envolver num acidente de helicóptero - e acertar sua previsão. Assim como nos outros livros de Marcos Rey, O menino que adivinhava se desenvolve em um ritmo frenético: assim que José vira uma grande celebridade por causa do seu “dom”, o menino passa a correr para salvar a própria vida, e acaba sendo sequestrado. Para se livrar dessa roubada, ele precisa não apenas usar sua criatividade e esperteza, como também colocar sua habilidade para jogo mais uma vez. Com prosas leves, divertidas e rápidas de ler, o livro é mais um sucesso de Marcos Rey, autor que conquistou milhares e milhares de leitores jovens com clássicos como O rapto do garoto de ouro e O mistério de 5 estrelas. Apesar dessa obra ter uma característica um pouco mais “ingênua” na sua narrativa, a história de José ainda sim é eficaz ao criar um clima de suspense que vai te deixar ansioso para saber o desfecho.
Marcos Rey nasceu em São Paulo, cidade que serviu de cenário para os seus contos e romances, em 1925. Autor de uma vasta produção de obras literárias e audiovisuais, Rey assumiu o ofício de escrever o tempo todo, passando a viver de seus textos e criações. Destacou-se pela qualidade de seus contos e romances de realismo urbano, captando e recriando a atmosfera da grande cidade e de seus personagens, incluindo a aristocracia, a classe média e a vida noturna. O autor escrevia como se estivesse filmando o cotidiano e a realidade da metrópole paulista. Publicou o seu primeiro conto aos 16 anos no jornal Folha da Manhã, já fazendo uso do seu pseudônimo. Habilidoso e versátil, Rey atravessou as décadas de 50 a 90 como cronista, contista e roteirista de rádio, televisão e cinema, além de participações em textos para programas de humor, novelas, minisséries e publicidade. A Global Editora publica seus principais livros, como O Mistério de 5 Estrelas, O Rapto do Garoto de Ouro, entre outros.
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