Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O presente trabalho constitui, juntamente com A mente e a memória: um pequeno livro sobre uma vasta memória(Martins Fontes), o par de trabalhos que o próprio Luria identifica, em sua autobiografia intelectual (A construção da mente, Ed. Ícone), como "tentativas de reviver as tradições da ciência romântica". Luria opõe o que chama de ciência romântica à ciência clássica, remetendo à crise na psicologia que Vygotsky e seu grupo procuraram enfrentar. Estava em pauta o dilema da escolha entre a fragmentação da realidade em componentes objetivados por métodos análogos aos das ciências naturais e a preservação da riqueza da realidade humana em sua complexidade.
Alexander Romanovich Luria foi um neuropsicólogo russo-soviético nascido em 16 de julho de 1902 conhecido como o pai da neuropsicologia moderna e contribuiu significativamente para o entendimento dos processos psíquicos. Luria desenvolveu uma série de testes neuropsicológicos durante seu trabalho clínico com pacientes neurológicos vítimas da Segunda Guerra Mundial, a partir do qual fez análises do funcionamento de várias partes do cérebro e suas funções integrativas. Luria conheceu Vygotsky em 1924, em um congresso de psiconeurologia realizada em Leningrado. Ao seu lado, ele estudou a interação entre processos perceptuais e cultura na geração de funções mentais superiores em adultos, com particular ênfase na linguagem. Luria morreu em Moscou em 14 de agosto de 1977, aos 75 anos, De um ataque cardíaco.
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