Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Coleção Biblioteca Luso-Brasileira
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Publicado em 1854 como folhetim, este romance da época do Brasil de D. João VI marca a transição do Romantismo para o Realismo. Deixando para trás o idealismo romântico, rompe o ciclo de heróis e heroínas, e narra, com certa dose de humor, a vida de malandro e o cotidiano das classes populares no Rio de Janeiro. O anti-herói Leonardo, filho dos portugueses Leonardo Pataca e Maria, acaba sendo criado pelo padrinho após a separação dos pais. Esse típico malandro amoral vive o presente ao sabor da sorte, sem se preocupar com o futuro, e acaba se tornando um sargento de milícias. A descrição de fatos relacionados à cultura e ao comportamento popular, características fundamentais da obra, é marcada por intenções críticas contra a hipocrisia, a venalidade, a injustiça e a corrupção social. Esta edição traz texto integral, com notas explicativas para os termos não usuais para facilitar a compreensão.
Manuel Antônio de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1831 e ficou órfão de pai aos 11 anos de idade. Concluiu o curso de Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão, tendo trabalhado como jornalista e funcionário público. Ficou conhecido principalmente por seu romance Memórias de um sargento de milícias, seu único livro, que foi publicado primeiramente em folhetins e mais tarde em livro, editado em dois volumes, e que o consolidou como romancista. Foi professor do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é o patrono da Cadeira no 28 da Academia Brasileira de Letras. Faleceu no naufrágio do navio Hermes, em 1861, na costa fluminense.
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