Livros de viagem que fazem você querer arrumar a mala imediatamente
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No prefácio de Melhores Contos Monteiro Lobato, escrito por Gustavo Henrique Tuna, editor chefe da Global Editora, ele diz que Monteiro Lobato construiu um “mundo de estórias que concebeu com engenhosidade, perspicácia e paixão”. De fato, essas características montam um reflexo completo das suas obras, que ficaram marcadas não apenas na literatura brasileira como clássicos, mas também na televisão. Gerações tem no imaginário o universo de Lobato como referência, sendo que a seleção de melhores contos, lançada em setembro pela casa, procura ressaltar esse aspecto da sua literatura, mas dessa vez com foco total na sua produção para um publico adulto. Com uso muito forte do coloquialismo, Monteiro Lobato é especialista em criar figuras peculiares que são, ao mesmo tempo, identificáveis e completamente fora da caixa. Nos contos presentes nessa antologia, ele volta sua atenção para figuras como homens de negócio, fazendeiros, senhoras de famílias tradicionais, moças apaixonadas, funcionários públicos e até mesmo alguns viajantes. A antologia contempla os contos de Lobato presentes nos livros Urupês, cuja primeira edição data de 1918, Cidades mortas, publicado pela primeira vez em 1919, e Negrinha, que veio a lume em 1920. É preciso destacar que tais livros de contos do autor foram sucesso de vendas na época em que foram lançados, nas décadas seguintes e prosseguem apaixonando o público nos dias de hoje. Os contos presentes nesta seleção podem ser lidos com proveito por leitores dos últimos anos do ensino fundamental II em diante. O conjunto de características se misturam em uma narrativa que faz uma observação pertinente do mundo em que descreve, com críticas sociais e pontuações interessantes não apenas sobre o povo em si, mas também sobre os costumes da época. Ainda no prefácio, Tuna completa sobre a leitura fluída presente nos contos: “A construção dos personagens e seus complexos dilemas íntimos, a exposição minuciosa dos choques entre o mundo rural e o urbano e os impactantes flagrantes da modernidade em litígio com a tradição são marcas do exímio contador de histórias que foi Monteiro Lobato.”
Monteiro Lobato nasceu em 1882 em Taubaté, São Paulo, e foi fazendeiro, empresário, editor e um dos maiores autores da literatura brasileira. Ao longo da carreira publicou obras como Urupês, Negrinha e Cidades mortas, sendo que seu maior destaque é O sítio do pica-pau amarelo, que teve duas adaptações de grande sucesso na TV brasileira, firmando a saga de Emília, Narizinho e Pedrinho, como essencial para as crianças de todas as idades.
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