Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
E se você tivesse a oportunidade de reformar o mundo para deixálo do jeito que você quer? O que faria primeiro? Emília, a boneca de pano mais famosa da literatura brasileira, teve sua chance. Em A reforma da natureza, Dona Benta, Tia Nastácia e o Visconde de Sabugosa são convidados a participar de uma conferência de paz na Europa. Mas a boneca decide ficar no Sítio. Segundo ela, se fosse, “diria umas boas verdades aos ditadores todos!” Provavelmente diria mesmo, mas na verdade ela tinha outros planos... A Marquesa de Rabicó e sua amiga Rã, vinda direto do Rio de Janeiro, decidem reformar a natureza à sua maneira. Acham que “o mundo é uma grande trapalhada” e resolvem trocar os pés de jabuticaba pelos de abóbora e colocar torneiras nas tetas da Vaca Mocha. Também criam percevejos cheirosos, pernilongos que cantam e o fabuloso “livro comestível”. A confusão é imensa quando não tem gente grande por perto! E na segunda parte da aventura, quando o Visconde retorna da Europa, ele e a boneca fazem experiências em animais como formigas, grilos e centopeias, e acidentalmente criam monstros gigantes e assustadores. O mundo todo entra em alerta! Originalmente divida em duas obras – A reforma da natureza e O espanto das gentes – e depois unida em um só volume, esta história foi escrita por Monteiro Lobato durante a Segunda Guerra Mundial, como parte do seu projeto de levar os grandes temas às crianças. Através da sua personagem – que neste livro até vira gente! – Lobato celebra o poder da imaginação e a magia do faz de conta como ferramentas para transformação do mundo.
Outros livros de Monteiro Lobato
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Todo leitor passa por períodos de seca. A diferença está em como você volta. Estratégias testadas para sair do bloqueio literário e reencontrar o prazer de ler.
Para escolas, universidades, autores e editoras