Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Neste livro Hito Steyerl investiga o colapso das imagens na era da inteligência artificial e da hiperprodução digital. As imagens deixaram de ser portadoras confiáveis de verdade ou significado e passaram a compor um fluxo massivo, instável e muitas vezes absurdo. Articulando arte, tecnologia, reflexão filosófica e política, a autora analisa como esse novo regime imagético está ligado a transformações mais amplas: da economia digital ao colapso ambiental, passando pela exploração do trabalho e pelas infraestruturas invisíveis que sustentam a inteligência artificial. A produção incessante de imagens não apenas reorganiza a percepção, mas também aquece o planeta, concentra poder e redefine o que pode ser considerado arte. Vivemos numa era em que as imagens já não representam o mundo — elas o substituem, o distorcem e o sobrecarregam. Diante disso, a questão central deixa de ser o que vemos, para se tornar: como ainda é possível pensar, criar e agir em meio ao excesso?
Hito Steyerl é cineasta, artista visual e escritora alemã, nascida em 1966. Formou-se na Universidade de Televisão e Cinema de Munique e doutorou-se em Filosofia pela Academia de Belas-Artes de Viena. Participou de inúmeras bienais e exposições internacionais, incluindo as de Veneza, Berlim, Gwangju e São Paulo. Em 2017, foi eleita pela revista ArtReview a pessoa mais influente do mundo da arte contemporânea, posição que voltou a ocupar em 2023, quando apareceu em segundo lugar na lista. Reconhecida por uma obra que transita entre o ensaio visual, a crítica institucional e a teoria da imagem, Steyerl investiga as relações entre arte, tecnologia e poder, questionando os modos de produção e circulação das imagens no capitalismo global. Entre seus livros e ensaios mais conhecidos estão Duty Free Art: Art in the Age of Planetary Civil War (2017), The Wretched of the Screen (2012) e Medium Hot: Art in the Age of Heat (2024). Suas obras audiovisuais e textos são hoje referências incontornáveis no debate sobre estética, política e cultura digital.
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