Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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O autor repassa as vanguardas do século XX para mostrar como o futuro, até os anos 1970, era visto com esperança e confiança. O progresso como uma linha evolutiva para um mundo melhor, com mais conhecimento e tecnologia, se mostrou uma fantasia. Ao invés de promissor e brilhante, o porvir que aguarda as novas gerações nascidas em berço digital, precarizadas e altamente conectadas, é incerto e amedrontador. Articulando referências culturais de arte, cinema e literatura e pensamento crítico, o filósofo e ativista italiano Franco “Bifo” Berardi, veterano do Maio de 1968, passa pelo Manifesto Futurista, pelo movimento punk do anos 1970 e pela revolução digital dos anos 1990 para concluir algo sobre o presente: somos incapazes de conceber o que ainda está por vir. ––– Este livro faz parte da Coleção Exit – um espaço editorial que busca identificar e analisar criticamente vários temas do mundo contemporâneo. Já conhece todos os títulos da coleção?
Filósofo e escritor mais conhecido como Bifo. Entre 1973 e 1974, fez parte do grupo anticapitalista Autonomia Operaia, voltado a experimentos com mídias e de produção cultural. Em 1976, foi um dos fundadores da Radio Alice, em Bolonha, a primeira rádio livre italiana, considerada um marco pelos movimentos autonomistas. Entre 1976 e 1981, escreveu para a revista A/traverso, que combinava maoísmo e surrealismo numa crítica cultural antiautoritária. Nos fins da década de 1970, ele se mudou para Paris, onde trabalhou com intelectuais como Félix Guattari e colaborou com o periódico Chimeres. Na década de 1980, passou a morar em Nova York e escreveu ensaios para revistas como Semiotext[e] e Musica 80. No fim dos anos 1980, retornou a Bolonha. Em 2000, criou o zine virtual Rekombinant, e, em 2002, criou a Orfeo TV, a primeira TV comunitária italiana. Atualmente, leciona no Instituto Aldini Valeriani e na Academia de Belas Artes de Brera, além de escrever regularmente para o jornal Liberazione. Obras selecionadas: Breathing: Chaos and Poetry (MIT Press, 2019) And: Phenomenology of the End (MIT Press, 2015) The Soul at Work: From Alienation to Autonomy (Los Angeles, 2009)
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