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Uma CríTica AntropolóGica da Psicologia Evolucionista
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O comportamento humano pode ser explicado pela genética? A psicologia evolucionista vem disseminando argumentos genéticos para explicar fenômenos de todo tipo, e neste livro, a antropóloga Susan McKinnon faz uma crítica demolidora da ficção criada por essa área de conhecimento, que se pretende científica. Longe de ser um relato da evolução e das relações sociais com validade histórica e transcultural, a psicologia evolucionista é um exemplo impressionante de uma "ciência" que transforma a genética evolutiva em um mito das origens humanas. Retomando uma série de estudos antropológicos, a autora oferece uma crítica sustentada e acessível dos mitos da natureza humana fabricados por psicólogos evolucionistas que ganharam espaço no discurso midiático. Com uma escrita clara e assertiva, McKinnon argumenta que esse mito é moldado por valores econômicos neoliberais e se baseia em entendimentos etnocêntricos e conservadores de sexo, gênero, parentesco e relações sociais. McKinnon defende que as teorias da mente e da cultura formuladas por esses valores não dão conta nem da origem ou da história evolutiva, nem das variações e da diversidade contemporânea de organizações e de comportamentos sociais.
susan mckinnon nasceu em São Francisco, Estados Unidos. Graduou-se em antropologia na Universidade da Califórnia em Santa Cruz e defendeu mestrado e doutorado, também em antropologia, na Universidade de Chicago. De 1978 a 1980 e de 1983 a 1984, realizou trabalho de campo nas ilhas Tanimbar, no leste da Indonésia, onde conduziu pesquisa sobre as hierarquias sociais estabelecidas com base em diferentes articulações de gênero, parentesco e casamento. Em 1984, tornou-se professora e pesquisadora do Departamento de Antropologia da Universidade da Virgínia, em Charlottesville, obtendo em 2017 o título de professora emérita. Em 2005, recebeu o National Endowment for the Humanities Fellowship, uma das bolsas de pesquisa acadêmica mais renomadas na área de ciências humanas. McKinnon integrou o conselho editorial da Cultural Anthropology e do Journal of Social Archaeology e é membro de associações de antropologia e etnologia nos Estados Unidos e em outros países, entre elas a American Anthropological Association (aaa). Desde a década de 1980, escreve e coorganiza obras sobre as relações de parentesco, a prática intercultural do casamento, os padrões de gênero e sexualidade na modernidade e a maneira como o discurso científico aborda essas questões. Este livro, publicado originalmente em 2005 como Neo-Liberal Genetics: The Myths and Moral Tales of Evolutionary Psychology pela Prickly Paradigm, foi traduzido para diversas línguas desde sua publicação.
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