Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
Capitalismo Financeiro e a Insurreição da Linguagem
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Asfixia – capitalismo financeiro e a insurreição da linguagem reúne dois textos de Franco Berardi: Insurreição (2011) e Respiração (2018). Em Insurreição, o autor de Depois do Futuro, realiza uma espécie de manifesto para tempos precários, um chamado para a ação diante da crise catastrófica que o capitalismo financeiro impõe a todos. Para Berardi, a sociedade ou pode seguir as prescrições e “resgates” exigidos pelos setores econômico e financeiro às custas da felicidade pública, da cultura e do bem comum; ou pode arriscar formular uma alternativa. Mais do que entender a crise atual como uma crise econômica, Bifo propõe que o que está em jogo é uma crise da imaginação social, que exige uma nova linguagem para enfrentá-la. Em Respiração, o autor retoma a metáfora da poesia como rota de fuga contra os fluxos que paralisam o corpo social. Segundo Berardi, trata-se de reaprender a respirar em tempos de asfixia: “Como podemos lidar com a falta de ar que a abstração produziu na história da humanidade? Como podemos nos desvencilhar do cadáver do capitalismo financeirizado?”. Para ele, a resposta pode estar na potência infinita de uma linguagem não coagida pelos limites do significado ou, em outras palavras, na poesia como invenção coletiva.
Filósofo e ativista. Graduou-se em estética na Faculdade de Filosofia da Universidade de Bolonha em 1971. Militante desde a adolescência, Bifo passou pela Fronte della Gioventù Comunista [Frente da Juventude Comunista], foi uma figura de destaque no Potere Operaio [Poder Operário] durante o Maio de 1968 e atuou no movimento anarcossindicalista italiano nos anos 1970. Fundou a revista A/traverso (1975-81) e fez parte da equipe da rádio Alice (1976-77), a primeira rádio livre da Itália. Junto a Antonio Negri e outros intelectuais envolvidos no movimento autonomista italiano, exilou-se em Paris. Lá, trabalhou com Félix Guattari no campo da esquizoanálise e frequentou os seminários de Michel Foucault. Nos anos 1980, contribuiu com revistas como Semiotext(e) (Nova York), Chimères (Paris), Metropoli (Roma), Musica 80 (Milão) e Archipiélago (Barcelona). Em 1992, ajudou a fundar a revista DeriveApprodi e, em 1997, a editora homônima, com um catálogo orientado a temas políticos. Foi professor de Teoria da Mídia na Accademia di Belle Arti, em Milão, no Programa d’Estudis Independents do Museu d’Art Contemporani de Barcelona, e no Institute for Doctoral Studies in the Visual Arts, de Portland.
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