Os melhores livros de suspense e thriller para não conseguir dormir
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Nesta coletânea de ensaios, Alfredo Bosi leva para a crítica a atitude de resistência cultural e política dos escritores que ele tematiza, como Basílio da Gama, Lima Barreto, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos e João Antônio, entre outros. Para Bosi, o crítico literário deve ser também um crítico da cultura. Literatura e resistência reúne ensaios que vêm dar continuidade ao ângulo de leitura que o autor desenvolveu no já clássico Dialética da colonização (Companhia das Letras, 1992), em que a ênfase da análise recai sobre o jogo contraditório entre criação e tradição. Bosi revê o percurso da crítica literária no Brasil e propõe um "historicismo renovado", que não esconde a sua admiração pela obra de Antonio Candido.Armado dessa perspectiva que enfoca ao mesmo tempo "a circunstância nacional" e "a dimensão do humano universal", ele examina uma série de obras literárias em que a resistência se faz motor da ação. O padre Antônio Vieira e a busca de um reino de justiça neste mundo, Basílio da Gama e seu ambíguo poema sobre a luta dos guaranis contra os colonizadores, Cruz e Sousa e o enfrentamento do racismo, Euclides da Cunha diante da tenacidade de Canudos e o Graciliano Ramos testemunhal das Memórias do cárcere são alguns dos temas escolhidos.Ao nos depararmos com a escrita da resistência, afirma Bosi, "não nos cabe senão compreender resistindo e resistir compreendendo".
ALFREDO BOSI nasceu em São Paulo, em 1936. Cursou letras neolatinas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e estudou filosofia da renascença e estética na Facoltà di Lettere de Florença. Lecionou literatura italiana na USP, onde defendeu doutoramento sobre a narrativa de Pirandello e livre-docência sobre poesia e mito em Leopardi. De 1996 a 1999, Bosi foi professor convidado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e, entre 1997 e 2001, diretor do Instituto de Estudos Avançados. Em 2003, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras e, em 2009, recebeu o título de professor emérito de literatura brasileira da USP. É autor, entre outros livros, de O pré-modernismo (1966), História concisa da literatura brasileira (1970), O conto brasileiro contemporâneo (1975), O ser e o tempo da poesia (1977), Céu, inferno (1988), Dialética da colonização (1992), Literatura e resistência (2002), Brás Cubas em três versões (2006) e Ideologia e contraideologia (2010), os três últimos pela Companhia das Letras. Faleceu em 2021, em São Paulo.
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