Os melhores livros de ficção para quem quer começar a ler
Se você quer entrar no mundo da ficção mas não sabe por onde começar, esta lista é para você. Selecionamos livros envolventes, acessíveis e impossíveis de largar.
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(…) podemos dizer que aparentemente pode parecer estranho atribuir o título A Cena Teatral no Jornalismo: Do “sensacionalismo” às fake news a uma obra cujo propósito é examinar os processos complexos que envolvem o jornalismo contemporâneo, o do século XXI, em permanente crise diante da quebra de alguns valores históricos percebidos na longa duração (como veremos no decorrer do livro). Portanto, deixamos claro, desde o início – o que vamos particularizar com detalhes ao longo das páginas que se seguem –, que o jornalismo é pleno de valores construídos como capital de força política, econômica, cultural e simbólica, como a pretensão de ser dotado de neutralidade diante da verdade dos fatos e do mundo, ou ainda, abraçando o ideal de objetividade, como uma espécie de força motriz que o impulsiona desde, pelo menos, o século XIX, produzindo batalhas nas quais a encenação de uma verdade presumida, do acontecimento por ele mesmo, se sobressai. (Trecho da introdução) *** “Se a teoria na prática é outra, então há algo errado na teoria.” Com esta constatação, feita há duas décadas, Adelmo Genro Filho nos desafiou a construir uma autêntica Teoria do Jornalismo. Mas, como na mesma época observou Nilson Lage, essa seria uma tarefa para mais de uma geração. A Série Jornalismo a Rigor é uma iniciativa da Editora Insular, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, que vem se somar a este esforço coletivo que já tem história no campo. Objetiva publicar reflexões acadêmicas de alto nível que contribuam para elevar o senso crítico e a qualidade da prática do Jornalismo como atividade intelectual. Com vocação multidisciplinar, a Série aponta, no entanto, para a construção de uma Teoria do Jornalismo de direito próprio, que responda às questões suscitadas de dentro desta importante prática cultural. Procura assim ajudar na superação do complexo de inferioridade de uma área que se deixou colonizar intelectualmente. Não deixa, com isso, de agregar as contribuições das áreas vizinhas, mas, como propunha Otto Groth, as situa sempre como “ciências auxiliares” da nova disciplina. Busca também enfrentar os muitos preconceitos contra o Jornalismo, gerados em setores acadêmicos e campos sociais outros, e tantas vezes internalizados de forma acrítica pelas escolas de comunicação. A Série Jornalismo a Rigor entende a Teoria como um percurso que necessariamente se distancia da prática, mas apenas para vê-la de um outro modo. Objetiva voltar a ela para transformá-la, e perde o sentido se ficar no meio do caminho: Paulo Freire advertia que o mero “balé dos conceitos” vira uma atividade supérflua que distrai a vida acadêmica e a afasta da realidade. Como nas Teses sobre Feuerbach, a práxis aqui é vista como fundamento autêntico e finalidade de toda a teoria. A práxis em que está focada a Série é a que ocorre no Jornalismo, produção social de conhecimento diferenciada, estratégica e imprescindível para a sociedade contemporânea. Que, por tudo isso, precisa sempre ser melhor pensada. Eduardo Meditsch Diretor da Série Jornalismo a Rigor *** Maurício Duarte é doutor em Comunicação (UFRJ) e Mestre em Sociologia (Iuperj). Jornalista (UFF) e Historiador (UFF). Professor na Universo e servidor da Escola Judiciária Eleitoral do Rio de Janeiro. Marialva Barbosa é professora Titular de Jornalismo da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e Pesquisadora do CNPq.
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