Os benefícios comprovados da leitura para o cérebro e a vida
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Ka de Velimir Khlébnikov é um conto que aborda os temas do tempo, da história e da natureza cíclica da existência humana. Figura proeminente no futurismo russo, Khlébnikov usa o conceito egípcio de "Ka", o duplo, a “sombra da alma”, para refletir sobre a eterna recorrência de eventos e a interconexão de passado, presente e futuro. A história enigmática é caracterizada por um estilo narrativo poético e fragmentário, típico da escrita de Khlebnikov, misturando referências históricas, elementos mitológicos e reflexões filosóficas, em um texto denso. Suas referências, entretanto, não se limitarem à mitologia egípcia. As palavras vivem uma vida dupla, ora é seu significado, ora sua sonoridade que dá sentido à frase, simulando assim magistralmente a própria função do Ka para os egípcios. A jornada do protagonista pode ser vista como uma metáfora para a jornada da alma por diferentes épocas, destacando a continuidade e a repetição das experiências humanas e convidando o leitor a refletir sobre a natureza do tempo, a identidade e a essência duradoura do espírito humano.
Viktor Vladimirovich Khlebnikov, mais conhecido pelo pseudônimo Velimir Khlebnikov (em russo: ??????´? ???´??????, 9 de novembro [O.S. 28 de outubro] 1885 - 28 de junho de 1922), foi um poeta e dramaturgo russo, fundamental no movimento futurista russo, considerado ainda o mais inovador poeta do século XX. Roman Jakobson o definiu como "o maior poeta do nosso século". Sobre os primeiros trabalhos poéticos de Khlébnikov praticamente nada é conhecido. As primeiras obras datadas são ainda do período em que estudava no liceu (1903-1904) e representam uma imitação do folclore russo. Em 1908, Khlébnikov muda-se para São Petersburgo e ingressa na universidade, na área de ciências naturas, mas depois muda para a Faculdade de História e Filosofia (de onde foi expulso, em 1911, por falta de pagamento), onde começa a dedicar-se à poesia, literatura e pesquisas matemático-filosóficas. Entra no círculo de poetas de São Petersburgo e visita um dos mais conhecidos salões literários daqueles anos: Bachnia (Torre; foi sob essa designação que o apartamento do poeta, dramaturgo e crítico literário Viatcheslav Ivánov entrou para a história da “Era de Prata”), onde se reuniam escritores, filósofos, pintores, músicos e artistas. Durante um breve período, aproximou-se dos simbolistas e acmeístas. Em 1908, o semanário Vesna (Primavera) publica a primeira obra de poesia em prosa de Khlébnikov, A Tentação de um Pecador (????????? ????????), sobre a decepção com as possibilidades de conhecimento, um enredo ligado ao drama filosófico de Flaubert, La Tentation de saint Antoine. Conheceu o grupo de jovens pintores e poetas (os irmãos Burliuk, Aleksei Kruchónykh, Elena Guro, Vassíli Kamiénski, aos quais, mais tarde, se juntaram Vladímir Maiakovski e Benedikt Livshits, Olga Rozanova e Kazimir Malevitch) que resultou na formação do grupo Guileia, em 1910-1914, e que, posteriormente, se transformou no movimento dos cubofuturistas (o cubofuturismo é considerado o resultado da interação entre poetas-futuristas e pintores-cubistas). Khlébnikov sugeriu-lhes o nome "arautos do futuro" ou "budetlianes". A primeira apresentação conjunta dos cubofuturistas na imprensa foi o almanaque poético Viveiro dos Juízes, de 1910, impresso na parte de trás de um papel de parede. Em Fevereiro de 1913, é publicado (também em papel de parede, mas num formato maior) Viveiro de Juízes II. O ano de 1909 tornou-se um ponto de referência significativo para Khlébnikov, pois foi quando se interessou por pan-eslavismo, panteísmo pagão e pelos mitos de diferentes povos. A consciência da unidade do desenvolvimento da história e cultura da humanidade reflete-se na sua poesia e prosa, usando enredos mitológicos de diferentes povos (Deus das Donzelas / A Morte da Atlântida / A Perun / A Herdade à Noite, Genghis Khan). Nos seus primeiros trabalhos, Khlébnikov afirmava uma unidade panteísta e a igualdade de todos os seres vivos na terra (poema O Lugar Onde se Mantêm os Animais / ????????). Uma das ideias constantes na sua obra é a aspiração utópica de transformar o mundo com base nas relações harmoniosas entre natureza, pessoas e animais que, na sua opinião, existiam na era pré-histórica. Tendo vivido na viragem do século, Khlébnikov sentiu o tempo aguçadamente e fez dele o principal tema da sua poesia. Considerando que tudo o que acontece no mundo não é por acaso, que tudo tem uma relação causa-efeito e uma repetibilidade regular, Khlébnikov tenta compreender os mistérios universais do tempo com a ajuda de análise científica, combinando nas suas buscas a linguística, matemática, história e poesia, e encontrar as leis matemáticas do tempo, as quais ajudariam a prever acontecimentos históricos, influenciá-los e, mais importante, a evitar as guerras("Chega de escrever com corpos, vamos escrever com palavras"). Velimir Khlébnikov considerou e insistiu que o seu sistema de estudo e desenvolvimento do tempo não se baseava na intuição ou conhecimentos misteriosos, mas no conhecimento das leis da natureza e em cálculos precisos, aos quais ele se entregou fanaticamente durante toda a sua vida (Pr
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