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Estudos sobre a DialéTica Marxista
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A edição original em que se baseia esta tradução segue o texto da edição Georg Lukács, Obras Completas, vol. 2, História e consciência de classe, Primeiros escritos II, Neuwied: Hermann Luchterhand Verlag, 1968. Ambas as edições permanecem inalteradas em relação à primei- ra, publicada pela Malik Verlag, Berlim, 1923. Para esta edição (da coleção Luchterhand), as re- ferências de Lukács, em notas de rodapé, aos textos de Marx e Engels foram organizadas pela primeira vez de acordo com a edição Karl Marx und Friedrich Engels, Werke [Karl Marx e Friedrich Engels, Obras], organi- zada pelo Instituto de marxismo-leninismo junto ao Co- mitê Central (ZK) do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED), Berlim, 1957 ss.
Georg Lukács, filósofo e crítico literário húngaro de origem judaica, nasceu em 13 de abril de 1885 em Budapeste, onde morreu em 1971. Após o doutorado em letras em 1909, vai para Heidelberg, onde prossegue suas pesquisas. Em 1917, volta à Hungria. Adere ao partido comunista em 1918, tornando-se comissário do povo pa- ra Educação Nacional na Comuna de 1918. Depois de emigrar para Viena e Moscou, volta à Hungria em 1945, onde é nomeado pro- fessor da Universidade de Budapeste e membro da Academia de Ciências. Violentamente criticado em 1949 em razão de suas posi- ções ideológicas, abandona toda atividade pública até outubro de 1956, quando assume o Ministério da Educação Nacional no go- verno revolucionário de Imre Nagy. Deportado para a Romênia, é autorizado, alguns meses mais tarde, a voltar para a Hungria, onde se dedica até sua morte à atividade científica. Lukács é geralmente considerado o fundador da estética marxista. Ele aplicou suas teo- rias ao estudo da obra de escritores como Balzac, Stendhal, Zola, Goethe, Thomas Mann, Tolstói, Dickens etc. Suas obras mais impor- tantes são: A alma e suas formas (1910), A teoria do romance (1920), História e consciência de classe (1923), O romance histórico (1947), Bal- zac, Stendhal, Zola (1949), A destituição da razão (1954), Especifici- dade da estética (1965).
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