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Ensaios sobre a Literatura Negra
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Sem hesitar em contribuir para o debate acerca de questões frequentemente espinhosas no âmbito da literatura negra e sua fortuna teórico-crítica – no caso brasileiro cada vez mais encorpada, felizmente –, e problematizadas a partir de um ponto de vista materialista, Luiz Mauricio Azevedo lança Estética e raça: ensaios sobre a literatura negra, de perspectivas por vezes polêmicas e provocadoras, mas sempre ancoradas em marcada honestidade intelectual e percepção analítica segura sobre os variados ângulos que envolvem a produção de e sobre negros. A obra reúne dezesseis textos de crítica e teoria literárias em que o autor não deixa dúvidas sobre seu engajamento social: “estou casado com a classe trabalhadora negra”, e, sobretudo, seu comprometimento com uma crítica literária livre de paternalismos redutores e potencialmente perigosos. Ao tocar em questões candentes como identidade negra na escrita literária, Azevedo não pretende fazer do conceito o único foco da sua intervenção crítica de modo a incensar autores e obras apenas por tal atributo; pretende, ao contrário, discutir a complexidade da vida social e das lutas cotidianas de sujeitos negros e, a partir daí, examinar como tais questões são tratadas esteticamente por autores negros, de Machado de Assis a Jeferson Tenório, passando por Ralph Ellison e Toni Morrison, por exemplo. E, nessa perspectiva dialética, elabora um pensamento crítico que desvela e combate, ao mesmo tempo, o racismo, como também o pensamento antimarxista que parece prevalecer na crítica cultural desta produção. E isso certamente não é pouco.
Nasceu em Cascavel, em 1980, ano da morte de Jean-Paul Sartre e John Lennon. Ele tem doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com período-sanduíche na Rutgers University, Newark-NJ (EUA), e é membro da Ralph Ellison Society (Oklahoma City, EUA). Em 2018 tornou-se vegetariano e passou a acreditar que Lee Harvey Oswald agiu sozinho. Atualmente, mora em Porto Alegre, onde atua como crítico literário e editor de livros. Dentre suas paixões estão a jornalista Fernanda Bastos, a literatura, a cafeína, o jazz, o Sport Club Internacional, os boletins médicos, o mar, a arquitetura de Lina Bo Bardi, o all star de cano alto e os vinhos chilenos. Nessa ordem.
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