Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Fragmentos de uma Teoria LiteráRia PráTica
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Em Afromarxismo: fragmentos de uma teoria literária prática, Luiz oferece uma reflexão materialmente dialética sobre o estado de coisas no mundo. Com doses de ironia, à la Marx, Luiz reacende no leitor a ideia do “revide” negro. Aborda o problema da identidade como algo político e urgente, e que necessita ser lido através da lógica da reprodução social capitalista. Uma leitura de tirar o fôlego, que provoca, mas que estabelece diálogo permanente mesmo com quem, talvez, ache radicais as ideias apresentadas. O autor rechaça o pensamento intelectual preso à redoma de uma história universal eurocêntrica que nos relega, em especial negros e negras, ao lugar de complemento. O livro é necessário diante de armadilhas como a venda de um “capitalismo humanizado” supostamente antirracista; na análise, Luiz nos previne de tal superficialidade. É sobre morte e vida: a morte do pensar livre versus a inquietude viva de Luiz. Ele troca com louvor a lâmpada do marxismo dominado pela branquitude e toma a ferramenta com o objetivo de mudança social.Em 2022, Afromarxismo: fragmentos de uma teoria literária prática é um enfrentamento ao mofo da intelectualidade das redes sociais e uma arma para a morte do fascismo.
Nasceu em Cascavel, em 1980, ano da morte de Jean-Paul Sartre e John Lennon. Ele tem doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com período-sanduíche na Rutgers University, Newark-NJ (EUA), e é membro da Ralph Ellison Society (Oklahoma City, EUA). Em 2018 tornou-se vegetariano e passou a acreditar que Lee Harvey Oswald agiu sozinho. Atualmente, mora em Porto Alegre, onde atua como crítico literário e editor de livros. Dentre suas paixões estão a jornalista Fernanda Bastos, a literatura, a cafeína, o jazz, o Sport Club Internacional, os boletins médicos, o mar, a arquitetura de Lina Bo Bardi, o all star de cano alto e os vinhos chilenos. Nessa ordem.
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