Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Esse “clássico contemporâneo” traz um vivo debate sobre história e cultura. Ao analisar questões fundamentais para a pesquisa antropológica, Marshall Sahlins, um dos principais expoentes das ciências sociais nas últimas décadas, defende a interpretação simbólica da cultura além do utilitarismo. Publicada originalmente em 1979 pela antiga Zahar Editores, a obra – reeditada na coleção Antropologia Social pela Zahar –, mantém seu impacto, evidenciando a interdisciplinaridade nas relações entre antropologia, história, economia e sociologia. “[Marshall Sahlins] revisa e aprofunda a problemática da noção de cultura e suas pontes, descontinuidades e contradições com as visões utilitaristas, pragmáticas e práticas da vida social. De forma brilhante, toma a sociedade ocidental como cultura, analisando a pensée bourgeoise num movimento ousado e pioneiro na história da antropologia.” Gilberto Velho
MARSHALL SAHLINS (1930-2021) foi um dos mais importantes e influentes pensadores da antropologia moderna. Professor emérito da Universidade de Chicago, lecionou nas principais instituições acadêmicas do mundo como professor visitante e foi cofundador e editor executivo da Prickly Paradigm Press, editora dedicada ao pensamento heterodoxo nas ciências humanas. Reconhecido por sua vasta e fundamental contribuição para o desenvolvimento dos estudos antropológicos contemporâneos, estudou por décadas a história e a etnografia das comunidades do Pacífico Sul como Havaí, Fiji e Nova Zelândia. Escreveu mais de uma centena de artigos e dezenove livros, entre eles Ilhas de história, Cultura e razão prática e História e cultura, publicados no Brasil pela Zahar.
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