Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
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Nesta breve conferência, o eminente antropólogo francês Philippe Descola parte da observação de outros povos - como os índios da Amazônia, os aborígines australianos e as tribos do Grande Norte canadense - para questionar a suposta universalidade dos conceitos de "natureza" e "cultura". Ao mesmo tempo que dá uma verdadeira aula sobre etnografia, etnologia e antropologia, o autor nos convida a refletir sobre a condição humana e os limites de nosso próprio modo de vida na Terra.
Philippe Descola, nascido em Paris, em 1949, é um dos principais antropólogos franceses de sua geração. Formado em filosofia pela École Normale Supérieure de Saint-Cloud, fez seu doutorado em antropologia na École Pratique des Hautes Études, sob a orientação de Claude Lévi-Strauss, com uma tese baseada em seu trabalho de campo entre os achuar da Amazônia equatoriana, entre 1976 e 1979. Ensinou a partir de 1987 na École des Hautes Études en Sciences Sociales e, em 2000 foi nomeado para uma cátedra de antropologia no Collège de France. Suas pesquisas investigam os modos de socialização da natureza, a formação das noções de “natureza” e “cultura” e as diferentes ontologias que daí derivam. É autor de obras como La nature domestique (1986), Les lances du crépuscule (1993), Par-delà nature et culture (2005) e La composition des mondes (2014).
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