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No mundo contemporâneo, a questão da cultura vem adquirindo uma centralidade inédita, que põe as políticas culturais diante de novos desafios. Com a politização da cultura e das identidades culturais, muitos dos conflitos sociopolíticos tanto no Brasil quanto em âmbito internacional provêm dos embates entre as diversas manifestações culturais que estão em disputa. Para superá-los ou ao menos mitigá-los, é necessária uma revisão do arcabouço conceitual e da gestão cotidiana dessas políticas. Esta obra do historiador, gestor e cientista político Bernardo Mata-Machado busca orientar a gestão pública e certamente servirá como referência para cursos, pesquisas e consultas de profissionais e interessados na área.
Bernardo Mata-Machado é historiador, cientista político, ator e diretor de teatro. Fez graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1976) e mestrado em Ciência Política pela mesma universidade (1985). Entre suas publicações destacam-se os livros História do sertão noroeste de Minas Gerais – 1690-1930 (Prêmio Diogo de Vasconcelos, 1989) e Do transitório ao permanente: Teatro Francisco Nunes – 1950-2000. Destacou-se como ator interpretando o personagem Eduardo Marciano, na adaptação teatral de O encontro marcado, de Fernando Sabino (prêmio de Melhor Ator Mineiro, 1982) e como diretor em Fando e Lis, de Fernando Arrabal (1975). Foi pesquisador da Fundação João Pinheiro (1977-2018), onde se dedicou aos temas da política cultural e da história econômica, política, social e cultural de Minas Gerais. Exerceu cargos públicos de gestão cultural na Prefeitura de Belo Horizonte (secretário adjunto de cultura, 1993-1996), governo do Estado de Minas Gerais (secretário adjunto de cultura, 2015-2016) e governo federal (coordenador-geral, diretor e secretário nacional substituto da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, 2009-2014).
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