Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
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O que as utopias do século XVI têm a ensinar aos homens do século XXI? Esta questão serve como ponto de partida para o presente livro. Após a queda do muro de Berlim, difundiu-se o mito de que estaríamos vivendo em um mundo pós-ideológico, marcado pelo triunfo do neoliberalismo e do capitalismo tardio. As novas gerações são ensinadas a crer que qualquer proposta de mudança social profunda levará à barbárie e ao totalitarismo, e que, por conseguinte, devemos nos contentar com medidas paliativas inspiradas na social-democracia. A proliferação de livros e filmes distópicos na última década é um reflexo desse desencanto. Alguns dos principais pensadores liberais do século XX - como Popper, Berlin, Cioran e Nozick, analisados neste trabalho - assumem posições francamente antiutópicas. Investigando as concepções de justiça e direito presentes nas utopias renascentistas (elaboradas por autores como Morus, Rabelais, Doni e Campanella), Crítica da razão antiutópica pretende oferecer uma alternativa ao pensamento único e à naturalização da sociedade de mercado, mostrando como as instituições públicas podem ser plásticas e maleáveis, sujeitas a transformações inspiradas na imaginação e na esperança.
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Philippe Oliveira de Almeida bacharel em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, é doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Lecionou em diversos cursos da UFMG, atuando em disciplinas como Introdução ao Direito, Teoria do Direito, Direito e Legislação, História do Direito, História do Estado, Instituições de Direito Romano, Parcerias Público-Privadas e Direito do Trabalho. Nos últimos anos dedicou-se a pesquisar a relação entre Direito e política, investigando a gênese dos conceitos de "soberania" e "Estado". Nutre particular interesse pela transição entre os sistemas jurídicos medieval e moderno, notadamente o gradual processo de centralização do poder de criar e aplicar normas fomentado pelo Estado. Possui também estudos relacionados ao reavivamento do jusnaturalismo no século XX (em autores como Jacques Maritain, Alceu Amoroso Lima, Edgar da Mata Machado e Henrique Cláudio de Lima Vaz) e seu impacto sobre a construção do horizonte teórico do Estado Democrático de Direito.
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