Ebook ou livro físico: qual é melhor para você?
A guerra entre o papel e a tela não tem um vencedor único, depende do leitor e do contexto. Conheça os prós e contras de cada formato e como tirar o melhor dos dois.
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Há coisas que são inevitáveis, nos diz Mauro Santa Cecília neste novo livro. Ser poeta, por exemplo. Os poetas são aqueles que, como bem disse Chico Buarque, podem ver na escuridão – e Mauro é desses. E, qual Orfeu, ele volta dos subterrâneos redivivo, com sua fala-faca afiada nas caldeiras de Hefesto. E, dionisíaco, revigora-se porque respira música acima de tudo. A partir disso, ele nos dá sua poesia, extraída dos escombros do que construiu, reerguendo os destroços do que implodiu e tudo isso a partir do (muito) que conseguiu ser. A arte espalma/ A chance de viver. E viver é um tapa na cara. É também reavivar quimeras e fertilizar silêncios. E o útero do poeta é, sim, potente. E vermelho de sons (a música aí de novo). E desta gestação ele dá à luz belezas piscando. Como disfarces da dor. E a dor do poeta não é vilipendiada, pelo contrário. E apesar das adversidades, ele escreve. E, com suas palavras, abre janelas. Para isso ele persevera e vive: para brindar-nos com valiosos lampejos no meio de tanta escuridão. E, para isso, vale (muito) a pena a sabedoria, dádiva só alcançada pelos obstinados. E Mauro Santa Cecília é, sem sombra de dúvidas, dessa estirpe. Christovam de Chevalier
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