Como criar um ambiente de leitura em casa que convide (em vez de afastar)
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
As Melhores Receitas e Suas HistóRias
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Os portugueses dizem ter catalogadas 1001 maneiras de preparar o bacalhau, embora não se interessem em conferir a conta. Nem precisam. São os recordistas mundiais no consumo per capita desse peixe salgado e seco. Mas a Espanha, a Itália e o Brasil também colecionam receitas de bacalhau, como mostra este livro apetitoso do jornalista, colunista e escritor gastronômico J. A. Dias Lopes. Trata-se de um alimento precioso, saboreado com prazer no mundo laicizante de hoje, mas que ingressou na dieta dos países europeus, com Portugal no leme, por motivos religiosos e econômicos. A Igreja Católica do passado recomendava a abstinência de carne como forma de penitência para recordar o amor de Cristo, crucificado pela humanidade. Daí apontar os dias do ano nos quais os fiéis deviam substituí-la pelas comidas à base de peixe. Eram tantos dias que a carne fi cava banida da mesa em quase um quarto do ano. Além disso, por muito tempo o bacalhau teve preço acessível às pessoas menos abonadas e, por ser desidratado e seco, chegava em perfeitas condições às populações do remoto interior. Também alimentou os marinheiros na Era das Grandes Navegações – e aqui os portugueses voltam à boleia. Podendo ser armazenado sem estragar por longo período de tempo, converteu-se em alimento precioso das naus e caravelas lusitanas. Para completar, o peixe adapta-se a todos os cozimentos e dele se aproveita tudo: lombo, língua, bochechas, lascas, aparas, pele, barbatanas, rabo, nadadeiras e ovas. Mesmo salgado e seco, preserva todos os nutrientes e, ao ser reidratado, torna-se mais saboroso do que os demais peixes submetidos ao mesmo processo de conservação. E, melhor ainda, pode originar receitas imperdíveis, como as publicadas neste livro.
J. A. Dias Lopes, nascido José Antônio de Vargas Dias Lopes (Dom Pedrito, 27 de março de 1943), é escritor e jornalista gastronômico brasileiro. Bacharel em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) de Porto Alegre, mudou-se em 1968 para São Paulo, onde passou a exercer a profissão. Trabalhou 23 anos na revista Veja, de São Paulo, exercendo os cargos de repórter, redator, editor-assistente e editor. Foi correspondente internacional em Roma, onde residiu durante três anos. Recebeu diversos prêmios pelo seu trabalho como jornalista, incluindo dois Esso, o mais importante do Brasil na época, em 1982 e 1986. De 1991 a 2009 foi diretor de redação da revista GULA, especializada em enogastronomia. Dirige há sete anos a revista GOSTO, da qual é sócio-proprietário, que fundou em 2009. Em 2010 tornou-se colunista gastronômico do jornal O Estado de S. Paulo, assinando por dez anos no caderno Paladar a coluna O Melhor de Tudo, posteriormente intitulada Histórias da Mesa. Em 2013, J. A. Dias Lopes foi eleito Personalidade do Ano da Gastronomia do Brasil, pela revista WINE – Essência do Vinho, de Portugal.[4][5] Desde 2016 é colunista do site Veja, onde assina o Blog Dias Lopes.
Outros livros da mesma coleção
Outros livros de J. a. Dias Lopes
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Descubra quais títulos dominam as estantes dos leitores brasileiros. Uma análise dos gêneros, autores e tendências de leitura no Brasil, e o que isso diz sobre nós.
A ficção científica não é sobre foguetes e robôs, é sobre o que nos torna humanos diante do desconhecido. Um guia pelos subgêneros, clássicos imperdíveis e como entrar no universo.
Para escolas, universidades, autores e editoras