Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Efeitos Institucionais do Círculo Vicioso de Desigualdade e Corrupção
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DA APRESENTAÇÃO DE David Kennedy Professor e diretor do Institute for Global Law and Policy da Faculdade de Direito de Harvard: "m seu fascinante novo livro, Carlos Portugal Gouvêa analisa as coincidências e possíveis influências mútuas de tradições institucionalistas na economia e no direito. Sua proposta de um diálogo informado entre pensadores heterodoxos no direito e na economia dificilmente poderia ser mais oportuna. Seja no início do século vinte, quando o “realismo jurídico” se desenvolveu ligado ao institucionalismo econômico de Commons e Veblen, ou nas últimas décadas, quando a economia do desenvolvimento e juristas aproximaram-se mutuamente afirmando a centralidade das instituições, é difícil imaginar uma iniciativa progressista, econômica ou jurídica, que não poderia se servir do aperto de mão que Portugal esboça entre os dois campos. Mais importante, eu acredito, Carlos Portugal Gouvêa argumenta que essas tradições compartilham um ponto cego comum na sua indisposição para enfrentar o significado de desigualdades econômicas em larga escala, como as que caracterizam o Brasil. Focando na desigualdade extrema, Portugal Gouvêa detecta “efeitos da riqueza” para desafiar a aplicação simplista do institucionalismo contemporâneo a sociedades como o Brasil. Ele sustenta que um comprometimento mais substantivo com os problemas das desigualdades de larga escala desenvolveria um modo de análise que internalizaria o que ele denomina “custos da desigualdade”. E ele identifica uma série de políticas de desenvolvimento que foram bem-sucedidas, na sua visão, precisamente porque fizeram da redução da desigualdade um objetivo central da política."
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