As melhores biografias e memórias que vão mudar sua visão de mundo
Biografias permitem viver outras vidas sem sair do sofá. Uma seleção das memórias e biografias mais fascinantes dos últimos anos, de gênios, sobreviventes e revolucionários.
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Em seu mais ambicioso empreendimento literário, Juremir Machado da Silva conta com uma dupla chancela editorial, que une a Figura de Linguagem – editora criada e dirigida por indivíduos negros – e a tradicionalíssima e incansável Editora Sulina. A edição conjunta é necessária para dar conta da enorme tarefa apresentada pelo autor: construir um projeto estético em que caiba um livro do tamanho de Acordei Negro, a mais radical experiência literária produzida por um indivíduo branco, em território nacional, até o momento. A obra gira ao redor de um narrador complexo, que ora mistifica os indivíduos negros, ora os adula, em um duelo simbólico em que méritos íntimos e vergonhas históricas se misturam. Acordei Negro. Trata-se aqui do uso eficiente do exíguo lugar de fala de um homem branco que, com profunda consciência de sua responsabilidade na construção das desigualdades sociais, resolve medir as limitações que o racismo impõe à sua própria maneira de ver o mundo. De sobra – e sobra bastante coisa – Juremir pretende arrancar a literatura gaúcha do século XIX e reposicioná-la no século de Jordan Peele, de Michel Houellebecq, de Jonathan Franzen e de Chimamanda Ngozi Adichie com todo o risco, todo o pus e todo o sangue que um movimento violento como esse provoca. Coedição com a editora Figura de Linguagem.
Nascido em Santana do Livramento (RS), em 1962, é poeta, jornalista, radialista, romancista, tradutor, pesquisador do CNPq e professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PPGCOM/PUCRS. Já publicou mais de 40 livros, entre os quais, pela Sulina, Ser feliz é tudo que se quer (ideias sobre o bem viver): filosofia para ler no parque, no ônibus, na cama, na rede; 1964 – Golpe midiático-civil-militar; O que pesquisar quer dizer: como fazer textos acadêmicos sem medo da ABNT e da Capes. É colunista diário do jornal Correio do Povo e coordenador editorial do Caderno de Sábado. A Miséria do Cotidiano, 1991, Artes & Ofícios Muito Além da Liberdade, 1991, Artes & Ofícios A Noites dos Cabarés, 1991, Mercado Aberto A Prisioneira do Castelinho do Alto da Bronze, 1993, Artes & Ofícios O Pensamento do Fim do Século, 1993, L&PM Visões de uma Certa Europa, 1998, Edipucrs Brésil, Pays du Présent, 1999; Desclée de Brouwer A Miséria do Jornalismo Brasileiro, 2000, Vozes
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