Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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Este trabalho nasce do desejo de debater e refletir a experiência de ser mulher negra na sociedade brasileira , considerando as mulheres racializadas do mundo inteiro. Como veremos adiante, ser mulher negra implica uma nomeação que vem de um outro para o sujeito negro/negra e marca a maneira como esse sujeito será tratado e considerado pelos não negros. Realizar um levantamento das discussões sobre raça e racismo como construções sociais estruturais das sociedades mundiais; montar um panorama das ações e insurgências das mulheres negras contra a opressão do Estado , no cenário de sua sobrevivência em uma sociedade de base exploratória; investigar a branquidade como fenômeno de amputação das subjetividades afrodiaspóricas; e apontar os processos traumáticos vividos e imputados às mulheres racializadas no cenário brasileiro são os tópicos abordados nesta obra. Como meio de investigação, este livro-pesquisa, já que é fruto da dissertação que o precede, se debruça sobre o conceito de Escrevivência, base do processo de produção das histórias contadas por nossas interlocutoras e base das análises realizadas. Sete participantes construíram textos escritos em que foram suscitadas muitas de suas lembranças acerca de acontecimentos, fatos que tivessem o racismo como ferramenta de constrangimento. As narradoras (como são chamadas) “oferecem” suas memórias para que possamos refletir os eventos raciais por que passaram ou ainda passam, enquanto elaboramos também os diversos métodos de resistência criados por essas mulheres para a construção e a manutenção da vida delas e de suas famílias.
Ludmilla Lis possui mestrado em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ, e é licenciada em Letras com ênfase em Literatura Brasileira pela Universidade Veiga de Almeida. Pesquisadora, segue a linha de Estudos Culturais, Relações Étnico-Raciais e Análise do Discurso, empreendendo seus estudos a fim de desconstruir discursos hegemônicos de dominação. Ela também se dedica ao fomento da Literatura afrodescendente, afrodiaspórica, negra. Ativista social, integra movimentos ligados à conquista de direitos das mulheres negras, ações afirmativas e bem-viver. Trabalhou durante 6 anos na assessoria da escritora Conceição Evaristo.
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